sábado, 17 de novembro de 2018

II Marcha Alana Ludmila: todos pela paz reúne centenas de pessoas no Maiobão


Na tarde da última sexta-feira (9), uma caminhada no Maiobão marcou 1 ano da morte da garota Alana Ludmila, de 10 anos, assassinada no dia 1º de novembro de 2017 em sua casa naquele bairro. Familiares, amigos, membros da gestão municipal, estudantes luminenses e a população em geral realizaram a "II Marcha Alana Ludmila: todos pela Paz", em memória da menor e pelo fim da violência em Paço do Lumiar.

Com camisas brancas, uma multidão saiu da porta da escola comunitária Sagrada Família, no conjunto Maiobão, onde Alana estudava, com faixas e cartazes. A passeata seguiu até a Avenida 10, na praça da Bíblia. Durante todo o percurso massagens de paz foram transmitidas e orações realizadas.

Em solidariedade à família, o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra ( PCdoB), caminhou ao lado da mãe da menor assassinada, Jaciane Pereira, durante todo o trajeto. Em um breve discurso, o prefeito lamentou mais uma vez a tragédia e fez um alerta.

"Esse crime que chocou o país inteiro nunca será esquecido. Eu lamento profundamente e vou lamentar o resto da minha vida pelo aconteceu. Uma tragédia que interrompeu a vida de uma criança inocente, um crime bárbaro que nunca pudemos imaginar acontecer em nosso município. Estamos aqui em memória de Alana Ludmila, mas também para chamar a atenção da sociedade, pois a violência contra mulheres e meninas não pode mais ser encarada com naturalidade. Olhe para as mulheres que o cercam. Pense naquelas queridas por sua família e sua comunidade. E entenda que há uma probabilidade estatística de que muitas delas tenham ou podem sofrer violência durante sua vida, vamos ser atentos, vamos cuidar uns dos outros", disse o prefeito.

A mãe, Jaciene Pereira, recebeu apoio e abraços. Para ela, a morte da filha hoje serve de alerta. "Você deve pensar que crimes como este estão longe de sua casa, assim como um dia eu pensei, mas não estão. A violência está em todo lugar e pode estar até mesmo embaixo do seu teto. Eu choro todos os dias e a cada mês que se passa a saudade só aumenta. O que me conforta é ver o quanto minha filha era amada e que o triste caso dela serve de alerta e de impulso para que as pessoas combatam a violência", declarou a mãe.

A caminhada se encerrou de forma emocionante. Amiguinhas da Alana Ludmila cantaram em homenagem a ela e pastores de igrejas evangélicas do município oraram pela paz em Paço do Lumiar.

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