quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Em briga de Marido e Mulher não se mete a colher ? Será?

Você já ouviu o ditado “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”? Pois era assim que a violência doméstica era tratada até 7 de agosto de 2006, dia em que foi sancionada a lei 11.340, Maria da Penha. Prestes a completar 12 anos, a prefeitura de Paço do Lumiar por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, levanta uma reflexão, levando em consideração, os últimos ataques feitos a primeira Dama do Município e Secretária de Planejamento e Gestão, Núbia Feitosa, que após sair em defesa de uma mulher e por pouco não perdeu a vida por isso, ao levar três tiros; é caluniada, ofendida e crucificada por pessoas cegas pelo ódio, que preferem fechar os olhos para o ato de heroísmo praticado por ela, naquele dia. 

Se meter na vida pessoal de terceiros é uma atitude constrangedora e inadequada, mas em casos de violência doméstica e familiar, como aconteceu aquela tarde na estrada do sítio grande, onde visivelmente um homem embriagado e armado, usava da força contra uma mulher, é necessário meter a colher sim, até porque era a vida de uma mulher que estava correndo risco. O silêncio diante de casos de violência doméstica está matando vidas e é uma das principais causas de morte entre as mulheres.

Insistir no entendimento de que a violência doméstica é “assunto de família” e que a mulher agredida é quem deve assumir se deve ou não expor seus membros, é descarregar nela um fardo; é praticar mais um ato de violência. Muitos esquecem que a condição de vítima é, também, uma condição de não ter liberdade de decidir, nem mesmo em causa própria.

Há 1 ano deste lamentável episódio que resultou na morte do agressor, que por sinal era um policial militar, que deveria cumprir as leis e sair em defesa da sociedade, a senhora Núbia Feitosa é agredida verbalmente e ameaçada como se fosse culpada pela morte de alguém, como se fosse ela a agressora, como se fosse ela a estar com uma arma em punho e como se fosse ela a causadora de toda essa tragédia, quando na verdade tudo o que ela vez, foi interromper um ato de violência e acabou se tornando mais uma nas estatísticas, uma vítima. 

Quem conhece Núbia Feitosa, sabe de suas lutas em defesa as mulheres e que se ela pudesse voltar no tempo e colocar sua vida em risco de novo para ajudar o próximo, ela faria tudo mais uma vez, sem pensar duas vezes. Porque ela uma mulher empoderada que não se restringe aos padrões que a sociedade impõe, ela se liberta das fôrmas sociais e ousa ser aquilo que quiser. Ela vê e se coloca diante da sociedade como um sujeito histórico que tem voz ativa. É uma mulher que se reconhece como um ser humano em contínuo trabalho de transformação e que, ao transformar-se, tenta transformar o mundo. 

Núbia Feitosa é guerreira, inteligente, tem pulso forte, mas também é dona de um coração generoso e sincero. Está sempre pronta para ajudar e somar. É uma mãe dedicada e amorosa, uma esposa cuidadosa e uma amiga para todas as horas e por ser assim, tão mulher, é atacada por todos os lados. Infelizmente na sociedade em que vivemos, de predomínio patriarcal e machista, qualquer mulher está exposta à violência, pelo simples fato de ser mulher. Ao invés de fechar os olhos para realidade e se deixar influenciar por pensamentos retrógrados, machistas e pessoais, junte-se a nós Luminense, não em defesa de uma única mulher, mas sim de toda classe feminina, porque juntos somos fortes e a violência, sob qualquer forma que se manifeste, é um fracasso.

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