sexta-feira, 20 de abril de 2018

De inimigos a aliados: a ganância pelo poder!


Todos juntos e misturados, a junção dos Arosos com Sobreiros


A política em Paço do Lumiar continua exigindo do cidadão mais do que ele é capaz de oferecer, quando se trata de entender a esquizofrenia de quem detém cargos e responsabilidade pública com o que diz ou faz. Como entender agora os comportamentos do ex-prefeito Josemar Sobreiro, da ex-prefeita Bia Arôso e da vereadora Carmen Arôso, inimigos ferrenhos, quando há bem pouco dias estavam os três no mesmo palanque (disfarçado de aniversário), abraçando os mesmos candidatos e projetos, lado a lado fazendo coraçãozinho para os fotógrafos registrarem? Com isso, sobram declarações contraditórias e são formadas alianças consideradas impensáveis no passado. 

São coisas assim que minam o crédito das pessoas na política e que deveriam merecer uma melhor reflexão de líderes do tamanho destes três que desfilam incoerências em meio a uma disputa que só objetiva uma coisa: poder.

Adversários históricos em campanhas municipais, Arôsos e Sobreiros travaram disputas repletas de trocas de acusações de corrupção, bordões eleitorais pontiagudos e bate-bocas. O episódio mais famoso, ocorrido na campanha de 2012, envolvendo os aliados dos Arôsos, que, irritados com a larga vantagem de Josemar nas pesquisas eleitorais, cravou a célebre frase: “Josemar, é um bocó!”.

As urnas confirmaram, o que diziam as pesquisas e Josemar Sobreiro conseguiu se eleger com uma votação esmagadora, com o discurso anti-aroso. O ex-prefeito entrou pra história, com o primeiro político a derrota o clã arôso, em Paço do Lumiar.

Agora, os sobreiros vivem seus tempos de arosos. Amizade e inimizade na política são uma questão bastante simples de entender e difícil para o cidadão comum aceitar. A simplicidade está no fato de inimigos políticos serem amigos pessoais e, não raro, aliados políticos serem inimigos. Os interesses pessoais, em geral de natureza econômica, se impõem diante de qualquer desavença, pois, em geral, é o dinheiro que move a política. Na grupo Arôso, por exemplo, as inimizades entre os grupos de Amadeu Arôso e Gilberto Arôso sempre foram a tônica. Todos sempre falaram mal de todos, e o ciúme sempre foi generalizado. Muitos nunca perdoaram o acaso ter levado Bia, ao comando do executivo.

Os acontecimentos relatados mostram, apenas, que amizade e inimizade são duas moedas com as mesmas faces: a imagem do interesse coroada pelo poder.

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