domingo, 5 de novembro de 2017

Em entrevista vizinha conta como ajudou mãe de Robert Serejo a fugir da revolta de populares, no Maiobão.



Em entrevista à repórter Geyce Gomes, da TV Difusora, uma vizinha da família de Robert Serejo, que não quer ser identificada, falou sobre a relação dos pais do assassino confesso com Alanna. “Eles tratavam a menina como uma neta de sangue”, disse a vizinha, que afirmou ter uma relação íntima de amizade com a família.

Tentativa de Violência

De acordo com a vizinha, antes de ontem (03), dia em que o corpo de Alanna foi encontrado enterrado no quintal da casa em que morava com a mãe no Maiobão, populares tentaram invadir a residência da família de Robert Serejo, que permanecia foragido e era apontado pela polícia como principal suspeito do crime. “Tentaram atear fogo na casa enquanto a mãe e o pai dele estavam lá”, disse a vizinha.

Eu, no meio do sufoco, tentei socorrer a Miriam [mãe do acusado], que temia pela própria vida e precisou sair da casa às pressas com o neto vestindo apenas uma cueca”, contou. 

O neto da família, uma criança de 4 anos, é irmão de Alanna, filho de Jaciane Borges e Robert Serejo. O menino estava dormindo na casa dos avós paternos, por conta dos últimos acontecimentos. 

A vizinha relata que assim que percebeu a aglomeração de pessoas próximas à casa da família de Robert, correu até lá e os levou para a casa dela, antes que a população os visse. “Se eles tivessem visto, eles iriam pegar os dois”, disse.

As pessoas precisam respeitar a Miriam como mãe”, pediu a vizinha. Ela afirma que a mãe de Robert – preso neste sábado enquanto tentava fugir de São Luís – estava extremamente abalada com a conduta do filho, que confessou nesta tarde ser o autor do estupro e assassinato de Alanna. 

Ela fala que se o filho dela matou a menina, ela quer que ele pague”, garante a vizinha. “Ela quer que a justiça seja feita, independente de ele ser filho dela. Ela não pensa nem em perdão”, contou. 

A vizinha se emocionou e pediu que a população não julgasse os pais do assassino. “A gente não escolhe os filhos que tem”, desabafou. 

Acompanhe a entrevista

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