quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Confusão na Câmara Municipal: Marinho do Paço atropela regime interno e nomeia comissões de forma aleatória.



Passada a disputa dos vereadores por assentos na Mesa Diretora, eleita no dia 01 de janeiro, agora são as comissões da Câmara Municipal de Paço do Lumiar que estão na mira das discussões, que ocorrem a pleno vapor. Na manhã desta terça-feira (07/02), à segunda sessão ordinária, foi marcada por muita confusão e bate-boca, após o atual Presidente da Casa, o vereador Marinho do Paço (PROS), em decisão inédita, escolher a dedo os representantes das comissões permanentes, sem ao menos obedecer à proporcionalidade dos partidos.

Diante da decisão, o ex-presidente Leonardo Bruno (PPS), o vereador Welligton Sousa (PSB), e o vereador Miguel Ângelo (PRP) subiram na tribuna e manifestaram contrários à arbitrariedade feita pelo presidente, que passou por cima do regimento interno da Casa.

Os vereadores acusam Marinho do Paço, de ter feito uma manobra pra indicar apenas seus aliados no controle das comissões na Câmara Municipal, sem ao menos dialogar com os demais parlamentares.

Regimento Interno da Câmara Municipal de Paço do Lumiar


O ex-presidente da Câmara Leonardo Bruno, em sua fala, contestou a nomeação ardilosa feito por Marinho, e diz que o mesmo de forma errônea e equivocada não respeitou o regime interno da casa, "O regimento interno, manda que as reuniões deve ser feita, respeitando a proporcionalidade dos partidos, e o Presidente da Câmara trouxe hoje uma resolução para informar o plenário da casa, com uma composição desta comissões apenas com as pessoas que ele escolheu, então o meu partido 'PPS' não integrou a nenhuma comissão, o partido 'PRB' do vereador Miguel também não integrou, o 'PP' do vereador Fernando Muniz, não integrou nenhuma comissão de maneira titular, apenas contemplados na suplência, isso atropelando o que reza o regimento interno da câmara municipal, então, não reconhecemos esta formação unilateral das comissões, e por isso nós vamos questionar isso se for preciso até judicialmente, inicialmente faço um apelo ao qual fiz hoje nesta tribuna, para que o presidente possa reconsiderar, para que possamos formar uma comissão conforme manda o regimento interno da câmara municipal", disse Leonardo Bruno.

O vereador Welligton Sousa, que também repudiou a ato do presidente, não reconhece a legalidade da constituição das comissões, e afirma que o ato atropela o regimento interno, "Havia uma reunião agendada, nós fomos surpreendidos que esta reunião não haveria mais, até compreendemos pelo motivo alegado que foi questão familiar, mas, hoje fomos surpreendidos com as comissões constituídas, sem ouvir todos os vereadores para que houvesse este entendimento, o próprio presidente em uso da palavra, diz que ele fez sim uma outra reunião, não com todos, só que o regimento interno não fala disso, ele fala de entendimento partidário, isto implica em dizer que todos os partidos com representação dentro desta casa, teria que ser convocado para a reunião para se entender e chegar a uma posição das comissões, como sempre foi feito de 2013 até 2016, então não é questão pessoal é apenas legalidade sobre entender o regimento interno", disse Sousa.

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