segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Prisões e conclusões de inquéritos de assaltos a banco cresceram 63,5% nos últimos dois anos.

O trabalho da Segurança para conter as ocorrências contra agências bancárias surte efeito resultando na diminuição dos casos contra estas instituições nos dois anos da atual gestão. A ação da Polícia Civil com apoio do efetivo Militar conseguiu melhorar os índices desse crime. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), as prisões de assaltantes de bancos cresceram 63,5% e o número de explosões a caixas eletrônicos caiu 2,2%.

O titular da Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic), delegado Tiago Bardal, pontuou a ação eficiente e em parceia dos sistemas da Segurança com operações de impacto que têm culminado em êxito. “Conseguimos prender assaltantes de alto grau de periculosidade que vinham aterrorizando nos interiores, desarticulando quadrilhas e mostrando à populaçao que estamos atentos para garantir a segurança”, disse.

Em 2016, a Seic desarticulou diversas quadrilhas interestaduais de roubo a banco com a prisão de 237 suspeitos. O número é maior que os de 2015, quando 145 pessoas foram detidas por este crime. Os dados ultrapassam também os de 2014, quando apenas 112 suspeitos foram presos.

Um dos desafios da polícia é impedir os ataques às agências que têm como alvo dos assaltantes os caixas eltrônicos, muitas vezes destruídos nas investidas. A ação rápida e preventiva da polícia frustrou uma série de ações dos criminosos. Os dados da SSP-MA mostram que em 2015 foram registrados atentados deste tipo contra 54 equipamentos.

O trabalho policial conseguiu diminuir estas ocorrências em 2016, quando os registros caíram para apenas 44 casos. Em 2014, foram registradas 45 situações destas. Uma mostra da eficácia das operações da Seic, em conjunto com a Polícia Militar, foi registrada na quinta-feira, 19, com a prisão de assaltante e líder de quadrilha especializada em roubo a banco que participou de oito assaltos no Maranhão.

Identificado como Antoniel Silva Lima, de 37 anos, conhecido no mundo do crime como ‘Cara de Babuíno’, foi detido no município de Governador Archer. A polícia cumpria mandados de prisão na região. Antoniel tem participação direta nos assaltos praticados a agências nas cidades de Timbiras (27.08.2015), Gonçalves Dias (14.01.16 e 22.07.16), São Domingos (08.06.16), São Mateus (08.07.16), Coelho Neto (13.08.16 e 01.11.16 este a carro forte) e em Governador Eugênio Barros (22.10.16).

O delegado Tiago Bardal avalia como significativa essa queda acentuada dos casos contra agências bancária no Estado. “Nos deixa satisfeitos e cientes de estarmos no caminho certo com o trabalho realizado. Significa que o planejamento e empenho das polícias têm surtido efeito e quem ganha com isso é a população”, enfatizou Bardal.

Ação coordenada
Uma estratégia de trabalho da polícia local para reprimir as ocorrências é realização de operações específicas contra esta modalidade e ações em parceria com as polícias do Pará, Piauí, Goiás, Bahia e Tocantins. Segundo o delegado, grande parte destas quadrilhas é interestadual e a ação conjunta das polícias tem interceptado vários grupos e impedido que os crimes ocorram.

Entre as ações e combate a esta modalidade de crime, a Seic desenvolve a operação ‘Maranhão Seguro’, com apoio da Polícia Militar, que monitora as agências nos dias de maior movimentação de dinheiro. Outro ponto destacado pelo superintendente no planejamento é o monitoramento mais intensificado em datas de pagamento de pessoal e nas áreas do entorno das agências.

Investigação especializada
A Seic mantém o Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF) com equipe especializada e treinada para combater esta modalidade criminosa. O trabalho do Serviço de Inteligência na investigação também contribui para a desarticulação das quadrilhas. O departamento trabalha as abordagens em pontos estratégicos, monitoramento de grupos e pessoas suspeitas e orientação na segurança das instituições bancárias.

A orientação a comerciantes de material explosivo é outro ponto do planejamento, pois as quadrilhas têm utilizado estes artefatos durante os ataques. “Como resultado das operações identificamos e prendemos chefes destes grupos, desarticulamos organizações frustrando o crime e apreendemos armas, explosivos e outros materiais”, disse o titular do DCRIF, delegado Luís Jorge.

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