terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Abandono da obra da Unidade Mista do Maiobão é investigado pelo Ministério Público.

Promotora de Justiça Gabriela Brandão cobra explicações do Estado para o abandono da obra da Unidade Mista

Outrora promessa de campanha do PCdoB em Paço do Lumiar, a Unidade Mista do Maiobão, virou alvo de investigação do Ministério Público. Um inquérito civil foi aberto pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca do Município para apurar suposta omissão do Estado na conclusão da reforma do Hospital, na avenida 13 do conjunto Maiobão, orçada em cerca de R$ 718,8 mil e que se arrasta há quatro anos. 

Paralisada desde 2013, ainda no governo Roseana Sarney, a reforma da Unidade Mista do Maiobão, não tem prazo para ser retomada. Em abril de 2014, o governo Flávio Dino através da Secretaria de Saúde do Estado (SES) informou que iria “destravar” o aspecto jurídico da reforma para retomar as obras, mas, até agora nada foi feito. A população luminense está sendo atendida precária e provisoriamente em um anexo da Policlínica, uma clinica particular na avenida 10.

Antes de fechar para reforma, a Unidade Mista do Maiobão oferecia atendimento de urgência e emergência em clínica médica e pediatria, além de funcionar por 24h e realizar internações.

Hoje o prédio não tem nada, somente salas vazias. O que não foi saqueado, foi levado para outro local. Pelo portão principal, que permanece quase o tempo todo trancado a cadeado, pode-se notar muita sujeira e o mato crescendo no interior da unidade. É possível ver também que parte da obra foi feita. Há pedaços de paredes demolidas e material e equipamentos de construção no pátio. Mas nem sinal de gente trabalhando.

Policlínica – Os serviços de pronto atendimento e de internação da Unidade Mista do Maiobão foram transferidos para uma clinica particular a Policlínica, na Avenida 10, instalada num prédio pequeno, sem o menor conforto para os pacientes. O espaço não tem sequer cadeiras suficientes para todos. Cerca de 350 pacientes procuram a clínica diariamente. 

Além do desconforto, outro problema é a falta de segurança. A Policlínica não tem vigia, mas apenas um porteiro. Outra situação é que, diferentemente da Unidade Mista do Maiobão, que atendia apenas pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), a Policlínica atende também pacientes que paguem os custos dos serviços prestados.

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