quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vereadores eleitos e reeleitos criam o G9, para controlar a Câmara Municipal de Paço do Lumiar.

Nove vereadores eleitos e reeleitos dão inicio ao projeto de controle do legislativo municipal 


Um grupo formado por 9 vereadores eleitos e reeleitos, denominado "G9", estão unidos e dispostos a controlar a mesa diretora da Câmara Municipal de Paço do Lumiar, para o biênio 2017/2018. A disputa nos bastidores pela presidência da Câmara começa a ganhar corpo, tratativas, conchavos e promessas encantadoras já fazem parte do rito da campanha silenciosa, que poucos saberão, principalmente o eleitor, alheio a tudo e a todos, completamente distante das articulações que estão sendo feitas, até o dia da posse, ocasião em que é feita a eleição da Mesa Diretora.

Dos 17 futuros edis, eleitos e reeleitos, 9 já montaram um grupo para garantir o controle total do legislativo municipal. São eles: Carmen Arôso (PMDB), Marinho do Paço (PROS), Orlete Mafra (PRTB), Miau Oliveira (PDT), França Duarte (PRB), Fernando Muniz (PP), Puluca (PV), Vagner Sousa (PMN) e Miguel Ângelo (PRP).

A intenção do G9, além de assumir o controle do legislativo municipal, é garantir espaço dentro do executivo municipal. O prefeito eleito Domingos Dutra (PCdoB), vai precisar de muito jogo de cintura para não melindrar os edis.

Do G9, dois disputam a preferência do grupo para sair candidato a presidência, O vereador reeleito Marinho do Paço, e o ex-secretário de cultura Fernando Muniz que conseguiu se eleger. E já existe um forte jogo de alianças que compromete durante dois anos, período do mandato, o presidente eleito do G9, em face dos compromissos que estão sendo amarrados.

O grupo se reúne todas as sexta-feira a noite, para o alinhamento estratégico do projeto, informações dão conta que a vereadora eleita, Drielle da Pindoba (PCdoB) e Ana Lúcia (PDT) já sinalizaram que pretendem fazer parte do projeto.

A presidência da Câmara não só oferece o status e o controle interno da Casa, que passa a ser uma estratégia favorável ou contra quem está no controle do Executivo, mas garante o gerenciamento de um orçamento mensal de cerca de R$ 280 mil, dinheiro que é utilizado para as despesas com pessoal e a manutenção da estrutura da própria Casa. Segundo uma fonte conhecedora do assunto, se gasta mensalmente o limite de 70% com pessoal, com base na Lei Responsabilidade Fiscal, poderá ficar à disposição do presidente para custeio, como a aquisição de material de expediente, viagens dos parlamentares para congressos, assessoria e outros, cerca de 30% de todo total recebido.

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