segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Eduardo Braide na mais humilde e exitosa das campanhas.

No fim de outubro São Luís se tornará de fato a Ilha Rebelde?


Eduardo Braide na mais humilde e exitosa das campanhas
Era uma tarde de quinta-feira, fim do mês de agosto, eu desci as escadas do prédio do meu escritório para comprar o costumeiro guaraná da tarde. Ao chegar no canto vi uma figura que me era familiar. Sorriso amistoso, palavra fácil, uma mão no ombro de uma senhora enquanto a outra segurava um pacote de santinhos. Era Eduardo Braide fazendo, sozinho, campanha corpo-a-corpo. Eu ri, o evitei, fiz meu pedido e voltei para a sala com aquela imagem na cabeça e um pensamento. “Será que ele acha mesmo que poderá chegar a algum lugar assim?”.

Dias depois estava eu na sala da diretoria do Jornal Pequeno quando o mesmo Eduardo Braide chegou para uma visita. Me despedi dos chefes e o encontrei na antessala de espera. O mesmo sorriso amistoso e tranquilo, a mesma atitude simples. E eu com a mesma desconfiança embalada em lamentação. “É um bom nome, pena que faz uma campanha tão pequena para o real tamanho dele. Desci as escadas e esqueci Eduardo Braide. Pelo menos até aquela quinta-feira do debate na Guará.

Todos esperávamos o voo da fênix de Eliziane Gama. Com a memória de sua passagem avassaladora pelos debates de em que triturou Edivaldo Holanda Jr e João Castelo, era justa a expectativa. Só que então o rapaz de sorriso amistoso que passou um mês andando sozinho pelas ruas de São Luís com seus santinhos decidiu despir-se da simpatia e vestir o elmo, a lança e o escudo da intrepidez política. Braide arruinou seus adversários naquele debate e deixou o recado: “eu estou aqui”.

Enquanto seus adversários investiam em volume de campanha e grandes alianças, Braide saía pelas falando diretamente ao povo
E Braide entrou convicto de que aquele seria o resultado. Dava o triunfo como algo tão certo como o sol que viria na manhã seguinte. Horas antes do debate seus carros de som anunciavam: “assista ao debate da TV Guará”.

A audiência da TV Guará e suas caminhadas lhe garantiram a porcentagem mínima para o debate. E mais uma vez, para infelicidade do prefeito Edivaldo Holanda Jr, saiu o sorriso e entrou o aparato de batalha.

Implacável.

Imbatível.

Incomensurável.

Eduardo Braide arrancou aplausos e elogios até mesmo dos seus mais odiosos adversários. “Sim, ele foi bem”, diziam resignados e cabisbaixos.

De lá para cá a subida foi espetacular. Suas redes sociais começaram a pipocar. Seus votos se reproduziam como coelhos. E então veio a vitória no dia da eleição. Eduardo Braide ganhou o direito de seguir nas eleições contra Edivaldo Holanda Jr.

E desde ontem analistas se debruçam sobre seus pensamentos tentando inseminar alguma tese que acabe parindo uma explicação. Eu, sinceramente, não ouso limitar o que acontece a uma mera obra do acaso. Também não quero encontrar em um fato isolado o esclarecimento que me é tão caro.

Prefiro lembrar que Braide foi o único adversário de Edivaldo Holanda Jr que não passou a eleição toda choramingando ser de “origem” humilde. E, mesmo assim, fez a mais humilde de todas as campanhas.

Prefiro lembrar que enquanto os demais postulantes ao cargo de Edivaldo Holanda Jr perderam noites e noites tentando aumentar suas coligações, Eduardo Braide marchou sozinho pelas ruas da cidade com o seu PMN, um punhado de carros de som e 10 segundos de tempo de televisão.

Prefiro lembrar da surpresa de seus adversários ao verem que o sorriso amistoso do companheiro de Assembleia abrigava um leão quando o mediador anunciava o início do debate.

Hoje eu vejo Eduardo Braide no segundo turno das eleições de São Luís e a imagem que me vem na cabeça não é a dos debates ou das perguntas. Eu lembro dele no canto da rua, sozinho, pedindo votos. E dos 10 segundos usados para dizer que “tinha um plano de governo”.

Esse rapaz quebrou barreiras, implodiu paradigmas. Foi o primeiro político de primeiro escalão da história que rasgou a cartilha da política tradicional, desprezou todo o markenting e saiu vitorioso ao fim de tudo.

São Luís deve a si mesma a eleição de Eduardo Braide. São Luís deve ao Brasil e a toda a política nos quatro cantos deste planeta a eleição de Eduardo Braide. Porque hoje cada eleitor de São Luís tem a chance de elevar ao cargo máximo da cidade uma pessoa que foi contra tudo e contra todos. Que não duvidou de si mesma em nenhum momento (sim, ele afirmava a interlocutores que não estava apenas participando. Entrara para ganhar!). Enquanto seus adversários reclamavam da dificuldade de enfrentar a máquina da Prefeitura e do Governo, Braide foi lá e venceu. Trucidou Edivaldo Holanda Jr no debate.


São Luís não pode deixar uma história dessa pela metade. A vitória de Braide será um legado para nós, nossos filhos, netos e bisnetos. Teremos a marca de uma cidade que não tem pudor em eleger um jovem que vague pelas ruas munido de santinhos e por debates com muitas ideias e coragem.

Bem, o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Jr montam em vassouras e preparam suas hordas para impedir que o povo chute o PDT da Prefeitura. Ouvi por muito tempo a história de que São Luís era a “Ilha Rebelde”. Faça um favor a si mesmo e aos outros moradores desta cidade, ratifique esse ditado! Vote em Eduardo Braide no dia 30 de outubro.

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