terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dutra aciona CNJ contra decisão do desembargador Jorge Rachid em favor de Gilberto Arôso.

Em coletiva realizada na segunda-feira dia 26, o candidato a prefeito da cidade de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, acompanhado do vice-presidente do Diretório Estadual do PCdoB, Egberto Magno, e de correligionários denunciou a ação do desembargador Jorge Rachid que derrubou de forma inusitada e unilateral a inelegibilidade do candidato a prefeito Gilberto Arôso.

Durante a coletiva, Dutra apresentou aos veículos de comunicação o histórico criminal de Gilberto Arôso, que responde processo de improbidade administrativa e chegou a ser preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Paço do Lumiar tem uma quadrilha, dirigida pelo senhor Gilberto Aroso, que tenta de qualquer forma retomar o poder. O pai, Joaquim, foi prefeito durante seis anos, depois elegeu Alfredo Silva e em seguida Vanderlei, mais oito anos somando 14 anos. Depois Joaquim elegeu o irmão, Amadeu Aroso, indo para 18 anos. Em seguida foi eleito Mábenes, que foi cassado, e Gilberto assume e se reelege. Em seguida Bia Aroso é eleita. Bia foi cassada e presa. Gilberto responde a oito processos por improbidade e ações criminais, todas sentenciadas na comarca e condenado em um desses processo. Preso por unanimidade dos desembargadores” explica Dutra.

Durante a prisão, Gilberto Arôso obteve um Habeas Corpus, o que permitiu sua liberdade provisória, podendo voltar a ser preso a qualquer momento.

O processo foi julgado pelo desembargado Jorge Rachid, que concedeu uma liminar estabelecendo a suspensão da primeira Câmara Tribunal. Porém, o desembargador não incluiu na liminar a condição de elegibilidade.

Como a decisão estava sem a referência que possibilita Gilberto Aroso de se tornar elegível, o Ministério Público de Paço do Lumiar impugnou a candidatura do Gilberto”, continuou Dutra.

Dutra continuou a denúncia explicando que, com a impugnação, Gilberto Arôso então recorreu mais uma vez ao desembargador Jorge Rachid, por meio de uma petição que foi despachada em tempo recorde, menos de uma hora. Em seguida foi dada uma “liminar da liminar” garantindo a elegibilidade de Gilberto Arôso. O Promotor Eleitoral deu o parecer recusando as duas liminares e decidiu pela cassação da candidatura de Gilberto Arôso.

O candidato Dutra ainda ressaltou os apoiadores da campanha de Arso. “Ele tem o apoio do ex-vereador Junior Mojó, que foi cassado e preso por assassinato de um empresário por disputa de terreno; tem o apoio também de Alberico Campos, também ex-vereador e investigado por agiotagem; e também está sendo apoiado por Fred Campos, que é irmão de Alberico, preso por fraude eleitoral no ano de 2008. O que configura o conceito de quadrilha: dois ou mais criminosos quando se juntam” explica Dutra.

Diante desses escândalos, a coligação do candidato entrará com um pedido de sindicância no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Jorge Rachid para que seja examinado a conduta e os pareceres despachados por ele.


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