terça-feira, 30 de agosto de 2016

Das 6 candidaturas a prefeito em Paço do Lumiar, duas foram aceitas pelo TSE até o momento.

Pelo sistema do TSE, as demais candidatos a prefeito aguardam julgamento

De acordo com o sistema Divulgacand 2016, TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que é responsável pela divulgação das candidaturas registradas em todo o Brasil, das 6 candidaturas ao cargo de prefeito de Paço do Lumiar, duas foram deferidas até o momento, ou seja, aceitas pelo órgão.

Foram aprovadas as candidaturas do ex-deputado Domingos Dutra, do PCdoB e de Moraes Maninho, do PCB. Ambos aparecem na situação como deferido, enquanto as demais aguardando julgamento. Da mesma forma, ocorreram com seus respectivos vice. Maria Paula Azevedo Desterro (SD) e Antônio Helio dos Santos Camelo (PCB) tiveram suas candidaturas deferidas.

Pelo sistema Divulgacand é possível consultar o quantitativo de candidaturas e verificar a situação do candidato, assim como todos os seus dados, conforme foi informado à Justiça Eleitoral. 

Aguardam a confirmação da candidatura, Josemar Sobreiro (PSDB), Inaldo Pereira (PPL), Raimundo (PT), e o ex-prefeito Gilberto Arôso, que teve seu registro de candidatura impugnada pelo Ministério Público. 

Com relação aos vereadores, do total de 262 candidatos em Paço do Lumiar, quase 80% tiveram suas candidaturas aceitas. Dois candidatos a vereador, um do Partido Progressista, Lúcio Mauro e do Partido Comunista do Brasil, Maria Diná renunciaram de concorrer ao cargo.

1ª mulher eleita presidente do STJ, Laurita Vaz toma posse nesta quinta-feira.

Ministra Laurita foi a primeira mulher
a ser eleita presidente do STJ
A ministra Laurita Vaz e o ministro Humberto Martins tomarão posse, nesta quinta-feira (1/9), nos cargos de presidente e vice-presidente, respectivamente, do Superior Tribunal de Justiça.

A solenidade, que começará às 17h30 no Pleno do tribunal, contará com a presença de autoridades dos três poderes da República, líderes políticos, representantes da comunidade jurídica e da sociedade civil.

Laurita Vaz comandará o tribunal nos próximos dois anos. Ela sucederá ao ministro Francisco Falcão, que esteve na presidência no biênio 2014-2016.

Especialista em Direito Penal e Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás, a ministra Laurita Vaz é a primeira mulher a ser eleita presidente do STJ. Ela, aliás, foi a primeira mulher oriunda do Ministério Público a integrar o STJ, em 2001.

O vice-presidente do STJ, para o biênio 2016-2018, será o ministro Humberto Martins. Ele é formado em direito pela Universidade Federal de Alagoas e em administração de empresas pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió. O ministro iniciou a carreira na magistratura como desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, tendo ingressado no STJ em 2006.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Paço do Lumiar: Mais duas pesquisas eleitorais são registradas no TSE e devem ser divulgadas nos próximos dias.

Mais duas pesquisas de intenção de voto foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral, em Paço do Lumiar. Uma das pesquisas foi encomendada pelo jornalista Leandro Miranda, editor do blog Marrapá, que apoia o candidato a prefeito Domingos Dutra (PCdoB), o instituto responsável pelo levantamento dos dados foi a Data M.

Realizada no dia 26 de agosto, a pesquisa tem metodologia quantitativa, através de entrevistas pessoais e domiciliares, com aplicação de questionários estruturados e padronizados junto a amostra representativa da população pesquisada.

A expectativa é que a pesquisa seja divulgada nesta quinta-feira dia 01 de setembro. A entrevista foi feita com apenas 300 pessoas, os bairros abrangidos pela pesquisa, foram: 
  • Zona Urbana - 1 - Sede/Centro, 2 - Maiobão, 3 - Mocajituba, 4 - Vila Cafeteira, 5 - Paranã I e III;
  • Zona Rural - 6 - Iguaíba, 7 - Pau Deitado, 8 - Lima Verde, 9 - Pindoba e 10 - Maioba do Cururuca


Já a segunda pesquisa registrada de intenção de voto no Tribunal Superior Eleitoral, foi encomendada por Jeane F de Oliveira - ME / ATITUDE CONSULTORIA DE PESQUISA DE MERCADO E OPINIÃO. O instituto pelo levantamento dos dados foi TRÊS PESQUISAS E SERVIÇOS LTDA - ME.

Realizada no dia 27 de agosto, a pesquisa tem metodologia quantitativa, realizada com eleitores maiores de 16 anos. Utilizou entrevistas pessoais e domiciliares, com aplicação de questionário estruturado e entrevistas pessoais. Para realizar a amostragem inicialmente segmentou-se o município em área urbana e área rural e em cada uma delas utilizou-se o sorteio em três fases. Na primeira fase realizou-se o sorteio aleatório dos setores censitários utilizando-se o método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho do setor). Na segunda fase procedeu-se ao sorteio aleatório dos domicílios a serem entrevistados dentro dos setores. Na terceira e última fase preencheu-se as cotas de sexo e faixa etária determinadas pelos dados do TSE de julho/16.

A expectativa é que a pesquisa seja divulgada nesta quinta-feira dia 02 de setembro. A entrevista foi feita com 400 pessoas. Até o sétimo dia seguinte ao registro da pesquisa, será ele complementado com os dados relativos aos bairros abrangidos; na ausência de delimitação do bairro, será identificada a área em que foi realizada.







Paço do Lumiar: Dutra pede desculpas após uso de imagem de juiz em campanha.

Domingos Dutra tentou se promover com a imagem do Juiz e da Promotora
O ex-deputado Domingos Dutra (PCdoB), candidato a prefeito de Paço do Lumiar emitiu nesta sexta-feira (26) um pedido de desculpas público ao juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, depois de sua equipe de campanha usar a imagem do magistrado em material eleitoral divulgado nas redes sociais.

Ele considerou “equívocos” as divulgações feitas com uso da imagem do juiz.

O signatário pede desculpas ao Juiz Douglas Martins e à Promotora Nadja Veloso por estes e outros equívocos contidos nas matérias, bem como solicita aos jornalistas citados que corrijam os erros praticados, inclusive publicando a presente nota”, pede Dutra.

O comunista, que é advogado, acompanhou Douglas Martins numa inspeção judicial realizada na área de ocupações feitas por comerciantes na Avenida 15, na feira do Maiobão. O Ministério Público pede a retirada de todos irregulares do local, que é, ainda, uma área verde.

Em material divulgado nas suas páginas nas redes sociais e no site Vermelho – portal de notícias ligado ao PCdoB -, Dutra tratou o assunto como uma agenda de campanha (veja acima).

Apesar do uso indevido de fotos com a presença do juiz pelo próprio partido do candidato, ele tenta responsabilizar a imprensa pelo ocorrido.

As matérias não são da responsabilidade do signatário. Não fui consultado e nem tive acesso ao conteúdo das mesma. Jornalistas e bloqueiros tem plena liberdade de imprensa assegurada no texto constitucional, respondendo pelos danos que causarem a indivíduos ou à coletividade. […] Foi equivocado confundir as atividades profissionais do signatário, no livre exercício da profissão de advogado em uma ato processual com o momento eleitoral”, declarou.

Abaixo, a íntegra da nota com o pedido de desculpa de Dutra.


NOTA DE ESCLARECIMENTO
A respeito das matérias públicas em 24 do corrente em blogs intitulada “Dutra visita comerciantes no Maiobão”, tenho a esclarecer o seguinte:
1 – As matérias não são da responsabilidade do signatário. Não fui consultado e nem tive acesso ao conteúdo das mesma. Jornalistas e bloqueiros tem plena liberdade de imprensa assegurada no texto constitucional, respondendo pelos danos que causarem a indivíduos ou à coletividade;
2 – Apesar disto, as matérias contem equívocos, que corrijo e esclareço:
a) Não houve visita do Juiz Douglas Martins, titular da Vara de Interesses Difusos. Ocorreu uma inspeção judicial, designada antes do período eleitoral pelo Juiz Substituto Manoel Matos Araújo Chaves, nos autos da Ação Civil Pública, Processo: 0000140-87.2007.8.10.0049, que tem como titular Ministério Público representado pela Promotora Nadja Veloso;
b) O Signatário participou da inspeção judicial na condição de advogado dos comerciantes, legalmente constituído nos autos da Ação Civil Pública mencionada;
c) A inspeção judicial foi também acompanhada pela Promotora Nadja Veloso, titular da ação Civil Pública;
d) Foi equivocado confundir as atividades profissionais do signatário, no livre exercício da profissão de advogado em uma ato processual com o momento eleitoral;
e) O signatário é candidato a Prefeito de Paço do Lumiar, porém este fato transitório não anular sua profissão de advogado e nem o impede de continuar exercendo suas atividades profissionais em defesa de segmentos excluídos;
f) O Partido do Signatário repetiu em suas mídias sócias os equívocos contidas nas matérias;
g) O signatário pede desculpas ao Juiz Douglas Martins e à Promotora Nadja Veloso por estes e outros equívocos contidos nas matérias, bem como solicita aos jornalistas citados que corrijam os erros praticados, inclusive publicando a presente nota;
h) O signatário solicita igualmente que seja publicada a presente nota nas mídias sociais que publicaram a matéria, que ora se esclarece.

Livro mostra como escândalos nacionais repetem atores, em novos personagens.

Molina conta sobre seu trabalho e a conjuntura do país durante escândalos
A impressão que se tem ao ler sobre escândalos da história recente do país é que estamos assistindo a consecutivas novelas de um mesmo canal: os atores são os mesmos, mas seus papéis mudam com o tempo. E talvez seja essa a principal mensagem do livro O Brasil na Fita, do perito Ricardo Molina.

Lembrado pelas corriqueiras aparições na imprensa, com sua barba e cabelo compridos, Molina participa da investigação de casos com repercussão nacional há pelo menos duas décadas. Seu livro começa no assassinato de PC Farias (em 1996) e termina no grampo no qual a presidente afastada Dilma Rousseff diz ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que enviaria o termo de posse dele como ministro da Casa Civil (em 2016). Dois casos em que ele foi consultado.

O humor do autor ajuda o leitor a passar pelas descrições técnicas como para entender a importância da inclinação do azimute (cabeça gravadora) na hora de tocar fitas cassete cuja gravação parece ter desaparecido. Mas o grande mérito está em mostrar como atuavam, à época, pessoas que hoje ocupam lugar de destaque na política nacional ou em novos escândalos.

Uma das formas divertidas de ler o livro, aliás, é de trás para frente, abrindo primeiro na página 391. É onde fica o índice onomástico, no qual os personagens das tramas estão listados como em um cardápio para o leitor.

E lá é possível encontrar Michel Temer, ainda em 1997, quando presidia a Câmara dos Deputados. Segundo Molina, o hoje presidente interino pressionava o então corregedor-geral da Câmara, Severino Cavalcanti, a acelerar a apuração envolvendo a acusação contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de ter comprado votos para a aprovação da reeleição.

Hélio Bicudo, que hoje assina o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, aparece quando ainda era deputado pelo PT e queria transferir para a Justiça comum os crimes praticados por militares.

O bicheiro Carlinhos Cachoeira já estava nas fitas que Molina escutou em 2004, quando uma conversa dele com Waldomiro Diniz (o então presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro) viraria notícia. Diniz pedia doações para a campanha da petista Benedita da Silva a governadora do Rio de Janeiro, enquanto prometia favorecer Cachoeira em concorrências públicas. Em 2012, a conversa — novamente grampeada — do bicheiro era com outro partido, o DEM, que fazia oposição ao PT. O grampo, dessa vez, mostra a conversa dele com Demóstenes Torres, que acabou cassado.

Dilma Rousseff, Lula e Fernando Collor de Mello são citados duas dezenas de vezes, FHC mais oito, José Sarney, cinco. Mas não é só de políticos que se alimenta o histórico de casos onde Molina foi chamado. É interessante ver como as chamadas grandes operações são vistas através dos olhos de um técnico. A famigerada satiagraha, que tinha como alvo o empresário Daniel Dantas e foi anulada por ilegalidades, pode ser usada como exemplo.

O então delegado responsável pela operação — hoje condenado, ex-delegado e ex-deputado — Protógenes Queiroz, é descrito como obsessivo. “Ele não media esforços para atingir seus objetivos, chegando ao ponto de ter sido acusado de extrapolar os limites da ação legal”, relata o perito, que foi responsável por analisar as gravações que a Polícia Federal dizia serem ininteligíveis em 79% do tempo.

Na verdade, os peritos da PF transcreviam apenas o que interessava para a acusação. A transcrição era um amontoado de erros. Trechos perfeitamente claros foram classificados como ininteligíveis; em contrapartida, passagens com conteúdo relevante foram classificadas como ‘amenidades’ e não transcritas”, acusa Molina.

Ao fim, o que o livro dá é uma visão trágica, mas, de alguma forma, bem humorada do cenário nacional. O fim do primeiro capítulo, que fala do escândalo de corrupção envolvendo o ex-ministro do Trabalho Antonio Rogério Magri, dá o tom: “Em 1992, 30 mil dólares compravam ministro de Estado. Hoje não dá para comprar nem vereador de interior. A gente era feliz e não sabia”.

A obra mostra como crimes como o assassinato do homem forte do governo de Fernando Collor, podem ser deixados de lado, e como quem trabalhou para abafar um caso no passado pode, hoje, ser o maior interessado em botar lenha na fogueira em escândalos semelhantes. Além, é claro, de servir ao próprio autor como vitrine do seu trabalho e como espaço para criticar seus possíveis desafetos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Bomba! Candidato ficha-suja Gilberto Arôso tenta burlar a legislação em Paço do Lumiar.

A Casa Caiu! Gilberto Arôso apresentou para o TRE/MA papeis como se fossem certidões verdadeiras para registrar candidatura

Fred Campos e Gilberto
O ex-prefeito Gilberto Arôso se acha muito esperto, condenado por colegiado no Tribuna de Justiça do Maranhão - TJ/MA, o ex-prefeito ao apresentar o registro de sua candidatura junto ao TRE/MA, empurrou vários documentos, inclusive repetidos, como se fosse as certidões solicitadas pela Justiça Eleitoral.

O candidato não anexou no registro de sua candidatura certidão para fins eleitorais, que é expedida diretamente pelo portal do TJ/MA, porque lá consta sua condenação criminal. Desse modo o ex-prefeito não pode ser candidato a prefeito, pois é ficha suja.

De modo estranho, Gilberto Arôso solicitou junto a Diretoria do TJ/MA uma certidão em nome de outra pessoa, e que cita o nome do candidato de modo superficial, o que não serve para fins eleitorais.

Adversários do ex-prefeito prometem ir pra cima do TJ/MA via CNJ. Nesse mato tem Coelho.

Da Justiça Federal, Gilberto Arôso tem 16 processos, mas colocou apenas a terceira pagina da Certidão para informar a Justiça Eleitoral. 

Tudo isso é pra ver se cola? 

Clique e veja cada Certidão misturada até com extratos.

  1. Certidao1470757670549.pdf
  2. Certidao1470757670550.pdf
  3. Certidao1470757670550.pdf
  4. Certidao1470757670551.pdf
  5. Certidao1470757670551.pdf
  6. Certidao1470757670552.pdf
  7. Certidao1470757670553.pdf
  8. Certidao1470757670554.pdf
  9. Certidao1470757670555.pdf
  10. Certidao1470757670555.pdf
  11. Certidao1470757670556.pdf
  12. Certidao1470757670553.pdf

A certidão do TJ/MA está em nome de outra pessoa


A certidão do Tribunal de Justiça, apresentado pelo ex-prefeito Gilberto Arôso está em nome de outra pessoa. Agora é apenas questão de tempo para o ex-prefeito anunciar o nome de Fred Campos, que é do mesmo partido para sua substituição nesta eleição. 

A estratégia de Gilberto Arôso 

O ex-prefeito Gilberto Arôso (PRB) tinha consciência que não poderia sair candidato a prefeito em Paço do Lumiar. Mas a situação do seu grupo político, era complicada caso ele anunciasse que estava inelegível, a debandada seria geral, pois os nomes antes analisados de Marinho do Paço (PROS), Jorge Maru (DEM) e Fred Campos (PRB), cotados para o cargo, não decola. 

A estratégia do Arôso agora é manter a candidatura até o final, e com isso fortalecer seu grupo e criar o sentimento. Gilberto mesmo inelegível, vai ficar mentindo que é candidato e tentar massificar seu número de campanha "10", na reta final Fred Campos irá substitui-lo.

Gilberto Arôso tenta copiar a ex-prefeita Bia Venâncio que nas eleições de 2000, mesmo com sua candidatura impugnada, conseguiu transferir mais de 10 mil votos para seu sucesso Agnaldo Berto Ferreira, mais conhecido como "Gigi". 

Só existe um problema em relação a tática de Gilberto, o mundo evoluiu e hoje, em plena era digital, na era do conhecimento e da informação, essa velha tática não cola. O ex-prefeito esqueceu que os tempos são outros, e que seu velho grupo politico ficou estagnado no tempo. 

Políticos conseguem liminar para tirar informação da internet 66% das vezes.

Os políticos que pedem na Justiça a retirada de conteúdo da internet conseguem ter seus desejos atendidos em medidas liminares 66% das vezes. Segundo pesquisa da professora Mônica Guise, da FGV-SP, esse total vai caindo gradualmente quando a análise de mérito chega à segunda instância, registrando 58% de deferimento dos pedidos, enquanto em primeiro grau a chance de as solicitações serem é de 62%.

O levantamento coordenado pela professora, que apresentou alguns dados preliminares nesta sexta-feira (26/8), durante evento promovido pela Associação dos Advogados de São Paulo, foi feito com as ações movidas durante as eleições de 2014 pedindo a retirada de conteúdo. A redução gradativa das taxas de deferimento desses pedidos mostra como as supostas ofensas citadas nos processos estão em “zona cinza”, com uma linha que divide o verdadeiro desrespeito de uma rusga entre eleitores, candidatos ou partidos.

As taxas também mostram a importância da análise do contexto de cada situação quando o assunto é a retirada de conteúdo por ofensa. Pois, em algumas ocasiões, as brigas ideológicas e políticas superam a suposta ofensa do material publicado. A maioria dessas ações, segundo a professora, são propostas por partidos (46,7%) e candidatos (30,3%), que também aparecem como os principais réus nesses processos, com 43,6% de participação.

Assim como as partes nos processos estão concentradas em dois ou três segmentos, os conteúdos que originam as disputas também. Facebook, Google e Twitter são os líderes em litígio, com participações como réu em 97% das ações. A rede social lidera a lista com 71,6%, seguida pela empresa responsável pelo principal buscador da atualidade (20,9%) e pelo microblog (5,45%).

Os totais apresentados por Mônica são similares aos dados divulgados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O levantamento da Abraji contabiliza mais de 1.200 ações na Justiça Eleitoral. Por essas informações, o Facebook lidera como alvo de pedidos, com 71,5% dos processos. Já o Google é responsável por 15,8% do total, enquanto o Twitter é réu em 2,5% das causas.

Atendimento por região
O total de pedidos para retirada de conteúdo e seu deferimento ou não varia entre as regiões. Por exemplo, o Nordeste concentra a maior parte de decisões determinando a retirada do conteúdo com 37% das liminares, 35% na sentença e 43% no acórdão. A região Sul é a segunda maior concentradora de decisões nesse sentido. Em seguida estão o Centro-Oeste e o Sudeste. O Norte é o último da lista, com 8% das cautelares, 6% das sentenças e 7%.

Outra variação é das “chances” de deferimento em cada região. Por exemplo, no Norte do país a taxa de concessão dos pedidos é 92% em primeiro grau, enquanto é de 53% no Centro-Oeste. Confira no gráfico:

sábado, 27 de agosto de 2016

Caetano Jorge foca campanha na juventude e empolga.

Dentre os candidatos a vereador de Paço do Lumiar, o que tem focado e investido no voto da juventude, o segmento mais expressivo do eleitorado, é o jovem arquiteto Caetano Jorge do Partido verde.

Acompanhado de uma equipe de apoiadores bem entrosada nos setores populares, Caetano tem feito reuniões expressivas em vários bairros, usando com muita eficiência as redes sociais, onde posta fotos e selfies ao lado de jovens que estão aderindo em massa à sua candidatura a vereador.

Em conversa com o titular deste blog, Caetano Jorge afirmou que está sendo natural sua identificação com essa faixa do eleitorado, e que o uso das redes sociais é uma característica também natural da juventude atual.

Caetano afirmou, entretanto, que o fato de focar sua campanha na juventude não prejudica a relação com os eleitores adultos e idosos, já que sempre contou com esse apoio.

Na noite desta quinta-feira (25), Caetano Jorge recebeu mais uma adesão de grupos jovens, na comunidade do Bacuritiua, representado por um grupos de amigos fecharam apoio a candidatura do 43.000. 

O líder do grupo Rodolfo Delamare, afirmou que Caetano é o candidato a vereador que tem identificação com a juventude. Foi um dos pontos fortes que fizeram ele e seu grupo, a participar da família 43.000.

Indiciamento de Lula é "ficção" e tem interesse político, afirma defesa.

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da mulher dele, Marisa Letícia, criticaram nesta sexta-feira (26/8) o indiciamento de seus clientes em inquérito que investiga um tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP).

Segundo a Polícia Federal, a empreiteira OAS bancou reformas no apartamento de mais de R$ 2,4 milhões. Já a defesa de Lula definiu o relatório como “peça de ficção” e disse que não pode ser coincidência a conclusão do inquérito no meio do julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Em nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira negam que Lula e Marisa Letícia sejam donos do imóvel. Eles afirmam que o casal esteve uma única vez no apartamento, quando tinham interesse na compra, mas “jamais usaram o imóvel e muito menos exerceram qualquer outro atributo da propriedade, tal como disposto no art. 1.228, do Código Civil (uso, gozo e disposição)”.

A nota rebate cada crime imputado ao ex-presidente: corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de capitais. Segundo os advogados, Lula não poderia responder por corrupção passiva, pois não é mais agente público; não há provas de que ele tenha assinado um documento falso de prestação de serviços, como afirmado pela PF, e em nenhum o momento o relatório demonstra que Lula e a mulher tinham conhecimento da suposta origem ilícita dos recursos da reforma.

A defesa aponta que Marisa comprou em 2005 uma cota-parte da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que, se fosse quitada, daria direito a um imóvel no edifício. Quatro anos depois, quando o empreendimento foi transferido à OAS, os cooperados tiveram a escolha de continuar o pagamento ou receber o valor investido de volta. Zanin Martins e Teixeira afirmam que ela optou pela segunda alternativa e até hoje cobra o valor na Justiça.

Clique aqui para ler a nota na integra

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Juiz Douglas Martins critica candidato a prefeito Domingos Dutra pelo uso de sua imagem.

Dutra é criticado por Juiz
O juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, reagiu com indignação ao uso de sua imagem em material da campanha de Domingos Dutra (PCdoB) a prefeito de Paço do Lumiar.

O comunista, que é advogado, acompanhou o magistrado numa inspeção judicial realizada na área de ocupações feitas por comerciantes na Avenida 15, na feira do Maiobão. O Ministério Público pede a retirada de todos irregulares do local, que é, ainda, uma área verde.

Em material divulgado nas suas páginas nas redes sociais e no site Vermelho – portal de notícias ligado ao PCdoB -, Dutra tratou o assunto como uma agenda de campanha (veja acima).

Aquilo ali é um absurdo. O Dutra é advogado dos réus, que inclusive estão em situação irregular. Ele divulgou que ele estava visitando os comerciantes, acompanhado por mim. É um absurdo um negócio desse”, afirmou Douglas Martins.

Segundo ele, o candidato, na condição de advogado, defende “invasores da área verde”.

Ele não estava visitando comerciante. Ele estava lá advogando para esses comerciantes, que, por sinal, estão em área verde. Ele está lutando contra a posição do Ministério Público nesse processo. Ele está defendendo os invasores de área verde”, completou.

O juiz acrescentou que pedirá uma retratação do candidato do PCdoB a prefeito de Paço do Lumiar.

Ele tem que desmentir, dizer que foi erro dele, porque ele não pode usar meu nome em campanha eleitoral, sob pena de responder um processo por isso”, destacou.

Eleições 2016: 5.179 candidatos estão irregulares para as eleições deste ano, diz MPF.

Levantamento do Ministério Público Federal aponta que 5.179 candidatos estão irregulares para as eleições municipais deste ano. Os dados estão sendo analisados pelos promotores eleitorais, que podem pedir a impugnação dos candidatos considerados "ficha suja".

O número foi obtido pelo Sisconta Eleitoral, sistema criado para receber e processar nacionalmente as informações de inelegibilidade pelos critérios da Lei da Ficha Limpa (135/2010). Foram considerados para o levantamento, segundo o MPF, os 488.276 candidatos que já pediram registro à Justiça Eleitoral em todo o Brasil.

O Sisconta recebe os dados de todos eles e faz o cruzamento com as informações de irregularidades fornecidas pelo Judiciário, tribunais de contas, casas legislativas e até conselhos profissionais. A partir da publicação dos pedidos de registro pela Justiça Eleitoral, os promotores têm cinco dias para apresentar a impugnação, nos termos da Lei da Ficha Limpa.

São Paulo foi o campeão em número de relatórios gerados: são 1.420 candidatos apontados com irregularidades. Depois vem o estado de Minas Gerais, com 640, e o Paraná, com 476. Esses números devem aumentar porque a Justiça Eleitoral continua analisando os pedidos de registro. Depois de ajuizadas as ações de impugnação, cabe à Justiça Eleitoral decidir pelo deferimento ou não dos registros.

Bandido é linchado no bairro do Iguaíba em Paço do Lumiar.


Um corpo foi encontrado na Rua Itaituba, no bairro do Iguaíba, município de Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís, com características de linchamento. 

De acordo com investigação feita no local, o corpo seria de um dos prováveis elementos suspeitos de terem praticado um roubo na residência da rua da amizade no mesmo bairro.

Em Paço do Lumiar, a onda de assaltos vem aterrorizando a população, que revoltados com a falta de segurança na cidade recorrem em fazer justiça com as próprias mãos. 

Defesa de Lula acusa Sergio Moro de usar expedientes ocultos e "de gaveta".

A defesa do ex-presidente Lula ajuizou reclamação no Supremo Tribunal Federal para ter acesso aos autos do inquérito que investiga a propriedade de um apartamento no Garujá (SP). De acordo com a petição, depois do primeiro pedido de acesso, o Ministério Público Federal informou que o inquérito havia mudado de número e, depois, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelo caso, disse que havia diligências em andamento e que “pode ainda indicar novas diligências”.

De acordo com o pedido, assinado pelos advogados Cristiano Zanin Martinse Roberto Teixeira, a petição do MPF informando o novo número do inquérito mostra que Moro “está fazendo tramitar expedientes ocultos e ‘de gaveta’ – que sequer têm registro no sistema eletrônico do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”. Na opinião dos advogados, ao fazer isso, Moro viola a Súmula Vinculante 14, que garante à defesa acesso amplo a todos os procedimentos de investigação.

O inquérito que investiga a propriedade do apartamento no Guarujá tem o número 5003496-90.2016.4.04.7000, mas, de acordo com o MPF, as investigações sobre o apartamento “são, por ora, conduzidas nos autos do Inquérito Policial 5035245- 28.2016.4.04.7000”. Essa petição, de acordo com os advogados de Lula, mostra que corre na Justiça Federal outro inquérito que investiga os mesmos fatos.

Para a defesa de Lula, “há, claramente, uma desesperada tentativa por parte de investigadores da Lava Jato de, por razões políticas, imputar crime ao reclamante [Lula]”. Isso porque o inquérito original que investigava o apartamento no Guarujá foi concluído e nada foi imputado ao ex-presidente. Em seu relatório, inclusive, a Polícia Federal indica outra proprietária para o imóvel.

A PF investigava a propriedade do imóvel por suspeitar que ele tenha sido usado para lavar dinheiro. Isso porque o prédio havia sido comprado por uma cooperativa de bancários, a Bancoop. Segundo as investigações, a mulher de Lula havia comprado uma quota do prédio da Bancoop, mas a vendeu depois que a OAS comprou os direitos de receber o dinheiro.

Sem registro
De acordo com o pedido, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba tem, deliberadamente, negado acesso ao inquérito, impedindo o exercício do direito de defesa.

A toda evidência, não pode o magistrado de piso negar à defesa técnica acesso aos autos ao argumento de que têm a classificação de sigilosos”, diz a reclamação. “Tampouco pode representar óbice para o acesso aos autos a afirmação de existência de ‘diligência em andamento’, muito menos a elucubração, verdadeiro exercício de futurologia, de que a situação poderá 'indicar novas diligências'."

Para os advogados, Moro “parece ter se assenhoreado da atividade investigatória”, já que sequer o Ministério Público se opôs ao acesso de Lula ao inquérito. Segundo eles, a Lei 13.245/2016 determinou que os advogados são presença obrigatória na condução de inquéritos, “findos ou em andamento”, mesmo sem procuração.

A nova lei deu nova redação ao parágrafo 11 do artigo 7º do Estatuto da Advocacia para dizer que a autoridade responsável pela investigação pode “delimitar” o que estiver em sigilo. Isso significa, segundo os advogados de Lula, que a lei garante o acesso, mas permite que os investigadores separem trechos para decretar sigilo com o argumento de proteger diligências em andamento. Mas a regra é o acesso, defendem.

Clique aqui para ler a petição na integra

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Diretores da AME definem apoio à eleição de Caetano Jorge em Paço do Lumiar.

Da esquerda pra direita: Rony Araujo (diretor de carteiras da AME), Caetano Jorge, Antônio Fernandes (Presidente da AME), e Rilton Silva
Os diretores da AME – Associação Municipal dos Estudantes de Paço do Lumiar estiveram nesta quinta-feira (25/08), na residência do candidato a vereador Caetano Jorge (PV), no bairro da Maioba. Durante o encontro, os representantes da Juventude definiram o apoio à candidatura de Caetano.

Este é o primeiro passo da juventude da AME dentro da caminhada para a eleição de Caetano Jorge. Vamos fazer reuniões periódicas para discutir nossas ideias e apresentar uma proposta, um conjunto de compromissos dos jovens para o desenvolvimento de Paço do Lumiar”, afirmou o presidente da AME, Antônio Fernandes.

No encontro que também contou com a presença do líder estudantil e blogueiro Rilton Silva, os jovens afirmam que Caetano Jorge se configura como o candidato amigo da juventude e que dará voz e vez aos anseios e sonhos da juventude em busca de reconhecimento na Câmara Municipal. 

Percebemos que agora é o momento de fomentar ainda com mais força as políticas públicas de juventude, feitas de jovem para jovem. É o momento de discutirmos a implantação da Coordenadoria Municipal de Juventude em Secretaria Municipal de Juventude. É também momento de pensarmos o Centro de Referência da Juventude. É momento de colocarmos de fato o Conselho Municipal de Juventude no centro das discussões sobre as políticas públicas da nossa cidade”, enfatizou o diretor de carteiras Rony Araújo.

O presidente da União de Estudantes, Rilton Silva, afirmou que a juventude de Paço terá oportunidade única de participar desse processo que vai garantir a eleição de um vereador, que se preocupa com os anseios da juventude. “Vamos ter a oportunidade de mostrar que a juventude não parou de sonhar em fazer política, que a juventude ainda sonha com o bem das pessoas, em abraçar a causa comum que vise o bem maior da sociedade luminense. Será um prazer pra gente caminhar junto com Caetano Jorge, que representa a mudança em nossa cidade”, disse.

Caetano Jorge agradeceu o empenho dos jovens na sua campanha e afirmou que se sente muito feliz, em ter os principais lideres de juventude caminhando ao seu lado. "O meu mandato está em sintonia com a juventude, porque acredito que um bom diálogo com os jovens é extrema importância para a nossa sociedade, a juventude precisa ter mais espaço político e seus direitos garantidos". Afirmou Caetano.

Janot diz que acordo para delação da OAS não cita ministro Dias Toffoli.

Depois de cancelar acordo de delação de Leo Pinheiro, Janot afirma que não houve menção a Toffoli em acordo com PGR
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta terça-feira (23/8) que não saiu do Ministério Público a informação que o empresário Leo Pinheiro, presidente da OAS, se comprometeu a denunciar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Em sessão no Conselho Nacional do Ministério Público, Janot afirmou que não houve qualquer menção a Toffoli nas negociações entre o empresário e a PGR para o acordo de delação premiada.

Ou se trata de um fato que o jornal ou meio de comunicação houve por bem publicar ou se trata de um fato que alguém vendeu como verdadeiro”, disse o procurador-geral. Na opinião dele, não houve vazamento, houve a invenção de uma informação com o objetivo de forçar a assinatura do acordo de Leo Pinheiro.

Reafirmo que não houve nas negociações ou pretensas negociações de colaboração com essa empreiteira nenhuma referência, nenhum anexo, nenhum fato enviado ao Ministério Público que envolvesse essa alta autoridade judiciária”, disse. “Posso afirmar peremptoriamente que esse fato não foi trazido ao conhecimento do Ministério Público. Esse pretenso anexo jamais ingressou em qualquer dependência do Ministério Público, portanto, de vazamento não se trata.”

A notícia de que Toffoli fora mencionado por Leo Pinheiro foi divulgada pela revista Veja no sábado (20/8) que estampou reportagem na capa sobre o assunto. Na segunda-feira (22/8), Janot informou a imprensa de que cancelara as negociações com Leo Pinheiro para uma delação premiada.

Não foi a primeira vez que informações pela metade e sem fonte foram divulgadas à imprensa com o objetivo de pressionar magistrados e tribunais a concordar com as teses acusatórias, conforme mostrou reportagem daConJur publicada no sábado.

Em todos os episódios anteriores, o vazamento foi precedido de manifestações que desagradaram os procuradores da operação “lava jato”. No caso de Toffoli, a concessão de um Habeas Corpus ao ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Meses antes, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu HC a executivos da Odebrecht. Dias depois, a revista IstoÉ publicava detalhes da delação do ex-senador Delcídio do Amaral que falava sobre como o ministro conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre a vaga antes de ser indicado por ela.

Mas Janot garante que não houve vazamento no caso de Toffoli. O posicionamento causa desconfiança entre advogados que têm clientes envolvidos na “lava jato”. É que, se ele assumisse que a informação vazou, teria de abrir inquérito, quebrar sigilo etc., com risco de descobrir que o tal vazamento não partiu de empresários nem de defensores.

Abuso de autoridade
O episódio de Toffoli fez com que o ministro Gilmar Mendes saísse ao ataque da postura adotada pelo Ministério Público Federal na condução da “lava jato”. “Você não combate o crime cometendo crime. Ninguém pode se entusiasmar, se achar o ó do borogodó, porque vocês [jornalistas] dão atenção a eles. Cada um vai ter o seu tamanho no final da história. Então, um pouco mais de modéstia. Calcem as sandálias da humildade. O país é muito maior do que essas figuras eventuais e cada qual assume sua responsabilidade”, disse o ministro.

Segundo Mendes, "tudo indica" que as informações não foram vazadas pela defesa do empresário e que é preciso esclarecer a atuação dos integrantes do MPF no caso. “Houve manifestações críticas dos procuradores. Isso já mostra uma atitude deletéria, a autoridade não reage com o fígado, não sai usando informações à sua disposição. Quem faz isso está abusando da autoridade”, criticou.

O ministro também criticou a decisão de Janot de cancelar as negociações do acordo com Leo Pinheiro. Na opinião dele, a solução para o caso não é “prejudicar quem esteja disposto a contribuir com a Justiça”. “Eu acho que a investigação tem que ser em relação logo aos investigadores, porque esses vazamentos têm sido muito comuns, é uma prática bastante constante.”

 
Com informações da Agência Brasil.

Com bens avaliado em mais de 1 Milhão, Gilberto Arôso é o candidato a prefeito ‘mais rico’ em Paço do Lumiar.

Gilberto Arôso tem patrimônio maior que todos os cinco concorrentes à vaga de prefeito juntos



Dentre os seis candidatos a prefeito que já registraram a entrada na disputa em Paço do Lumiar, o ex-prefeito Gilberto Arôso, do PRB (Partido Republicano Brasileiro), é o que tem o maior patrimônio. 

À Justiça Eleitoral, ele declarou ser dono de um apartamento residencial e uma casa residencial – avaliadas em R$ 619.271,93 mil e R$ 20.000,00 mil, o apartamento fica localizado em área nobre de São Luis, além de um Honda Fit 4 portas completo, carro que custa R$ 59.900,00 mil, Saldo em Conta Corrente no Banco Itaú de R$250.000,00 mil, e um imóvel comercial que custa R$59.680,00 mil.

Somando todos os bens, do ex-prefeito que recentemente foi preso, e estava cumprindo pena no complexo penitenciário de Pedrinhas, pelos crimes de fraude à licitação e falsificação de documento público. Arôso tem um patrimônio de causar inveja em muitos empresários de sucesso, chegando a casa de mais de 1 Milhão.

Os demais candidatos a prefeito, mesmo juntando seus patrimônios não conseguiam ultrapassar os bens que o ex-prefeito Gilberto Arôso possui.

Os dados foram disponibilizados pelo DivulgaCand, sistema que reúne informações sobre as eleições 2016.

Veja o vídeo: Profissão Repórter coloca São Luís a capital mais violenta do Brasil.

Brasil contabiliza número recorde de 57 mil homicídios em um ano



Um estudo coordenado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz usou dados do IBGE e do Ministério da Saúde de 2014 para mostrar a evolução da violência em estados e municípios brasileiros. Alagoas, por exemplo, é o estado mais violento para os negros - de cada 13 vítimas de homicídio, 12 são negras. Essa é uma das conclusões do Mapa da Violência 2016 que o Profissão Repórter teve acesso em primeira mão.

Em São Luís, no Maranhão, o repórter Estevan Muniz esteve acompanhando uma equipe do Samu que foi socorrer um rapaz baleado. São Luís passou a ser a capital mais violenta do país, a taxa de homicídio é de 90 para cada 100 mil pessoas. A média nacional é de 29 mortes a cada grupo de 100 mil.

Em Maceió, Caco Barcellos acompanhou o enterro de dois jovens negros. Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, houve 898 homicídios nos últimos 6 meses na região metropolitana de Maceió. Deste número, apenas duas vítimas eram brancas, as outras 896 eram negras. O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Paulo Lima Junior, diz que a Secretaria trabalha para combater o crime, independentemente de cor, classe, sexo ou idade.

Nos últimos seis meses, 42 pessoas foram mortas pela polícia e todas elas eram negras. O estado da Bahia tem seis das 10 cidades mais violentas do Brasil. Segundo o Mapa da Violência, essas cidades têm taxa de homicídio três vezes maior do que a média brasileira.

O repórter Victor Ferreira retratou a realidade em Mata de São João, na Bahia, município que abriga a turística Praia do Forte. A cidade tem a quarta maior taxa de homicídios do Brasil. Segundo o Mapa da Violência, 50 pessoas foram assassinadas em todo o município, que tem 44 mil habitantes.

Lawrence Melo, delegado geral da Polícia Civil do Maranhão, admite que houve uma alta no número de homicídios até 2014, como mostra o Mapa da Violência, mas disse que agora o número de assassinatos está diminuindo porque houve investimento na Segurança Pública, como a equipe da Delegacia Móvel.

Renato Sérgio de Lima, historiador que preside a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos, aponta que a chegada de facções criminosas vindas do sudeste do país é a principal causa do aumento da violência em São Luís. “No período do começo dos anos 2000 até 2014 experimentou-se uma onda de violência relacionada à expansão do crime organizado com uma nova configuração das facções criminosas que se organizaram, em primeiro lugar, dentro do sistema prisional, e também fez conexão com facções nacionais colocando a cidade em uma situação de disputa de territórios”, afirma.

Eleições 2016: Que coisa feia, meu caro Domingos Dutra.

O candidato à Prefeitura de Paço do Lumiar pelo PCdoB, Domingos Dutra, parece estar disposto a qualquer coisa para conseguir novamente um mandato, agora de prefeito.

Na terça-feira (23), o juiz Douglas Martins esteve em Paço do Lumiar para tratar de assuntos relacionados à desocupação feitas por alguns comerciantes na Avenida 15, na Feira do Maiobão. O próprio magistrado registrou o evento na sua página de Facebook.

Realizando hoje inspeção judicial no que deveria ser área verde no Maiobão. Esta área foi ocupada por pequenas barracas e hoje são pontos comerciais consolidados. A omissão de gestores nos últimos 25 anos resultou em ocupação consolidada de área verde. Prefeitos permitiram a ocupação de área verde em troca de votos e fica para o Poder Judiciário a tarefa ruim de mandar retirar os ocupantes ou permitir a extinção definitiva da área verde. É o que precisarei decidir ao final da instrução”, afirmou o juiz Douglas Martins.

Entretanto, o questionamento que está sendo feito pelos adversários do candidato comunista é que Domingos Dutra acompanhou a visita do juiz e ainda registrou o fato na sua página de Facebook, veja abaixo o relato.


Os adversários asseguram que Domingos Dutra cometeu Crime Eleitoral, afinal apenas ele acompanhou a visita do magistrado, já que os demais candidatos sequer sabiam de tal visita no período eleitoral.

Alguns dos adversários de Domingos Dutra garantem que além da Justiça Eleitoral, estarão acionando ainda o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), pois também não entenderam a postura adotada pelo juiz Douglas Martins.

Agora é aguardar e conferir.

Por Jorge Aragão - blog

STF começa a julgar critérios para acesso de partidos a debates.

Para o ministro Dias Toffoli, o Legislativo é o espaço para a discussão a respeito do tema, e não o Supremo
O Plenário do Supremo Tribunal Federal começou a discutir nesta quarta-feira (24/4) se são constitucionais os critérios de desempenho para que partidos tenham acesso a tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral, além de candidatos convidados para participar de debates. O julgamento foi interrompido, mas até agora os ministros vêm mantendo os critérios adotados pela minirreforma eleitoral de 2015. O julgamento foi adiado para esta quinta-feira (25/8), véspera da data marcada para o início da campanha.

Foi iniciado o julgamento de quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra os critérios. Quatro ajuizadas por partidos, e uma pela Associação de Emissoras de Rádio e TV (Abert). Até agora votaram os dois relatores das ADIs, os ministros Dias Toffoli e Rosa Weber, e os ministros Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.

Os relatores e Lewandowski mantiveram integralmente os critérios da lei. A minirreforma mudou os critérios de distribuição do tempo de rádio e TV dos partidos: 90% serão distribuídos entre os candidatos de legendas com mais de nove representantes na Câmara dos Deputados e os outros 10% serão distribuídos igualmente entre todos os pretendentes.

A outra mudança questionada é a que apenas obriga as emissoras de rádio e TV a convidar para os debates os candidatos de partidos com a mesma representatividade parlamentar. As regras foram questionadas pelo PMB, pelo PTN, pelo Solidariedade, pelo PHS, pelo Psol, pelo PV e pela Abert.

O ministro Toffoli, relator de três das quatro ADIs, é o autor da tese que até agora vence no Pleno. Segundo ele, embora todos os argumentos e todas as leituras dos autores das ações “são possíveis”. “Mas o juiz tem a atuação vinculada à Constituição Federal, e todos esses debates foram feitos no Congresso Nacional, com discussões abertas, audiência pública”, disse o ministro.

Para Toffoli, o Legislativo é o espaço para a discussão a respeito do tema, e não o Supremo. O tribunal só deve interferir se houver desrespeito à Constituição ou a direitos fundamentais por ela assegurados. E os critérios da minirreforma, disse o ministro, que é ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, atendem aos critérios da razoabilidade e da proporcionalidade.

Nisso, foi acompanhado por todos os que votaram. Embora tenha mantido as regras para os debates, Toffoli abriu para debate no Pleno a parte que fala do regulamento deles.

Dois terços
A minirreforma acrescentou o parágrafo 5º ao artigo 46 da Lei Eleitoral para dizer que o regulamento das discussões será definido por dois terços dos candidatos aptos a participar.

E é nesse critério que vem ficando vencido o ministro Barroso. Para ele, a lei autoriza a interpretação de que dois terços dos candidatos aptos podem vetar o convite a um candidato inapto feito pela emissora que organiza o debate. Por isso, o parágrafo 5º do artigo 46 da Lei Eleitoral é inconstitucional.

Na opinião do ministro, se a emissora convidar, os dois terços não podem negar. Permitir isso seria dizer que os partidos com representatividade na Câmara, mas que estão atrás nas pesquisas de opinião, podem vetar os concorrentes que têm a preferência dos eleitores.

Segundo o Barroso, a lei autoriza a interpretação de que dois terços dos candidatos aptos podem vetar o convite a um candidato inapto feito pela emissora que organiza o debate
Barroso citou os exemplos de Luiza Erundina, candidata a prefeita de São Paulo pelo Psol, e Marcelo Freixo, candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo mesmo partido. Em ambos os casos, eles ficaram de fora do debate promovido pela Band na segunda-feira (22/8), e os dois aparecem com expressiva porcentagem de intenção de votos nas pesquisas eleitorais.

A tese causou discussão. O ministro Teori Zavascki, que ainda não votou, disse que a interpretação de Barroso também permite dizer que os dois terços de candidatos aptos podem convidar candidatos que a emissora não convidou. E o parágrafo 4º do artigo 46, continuou, diz que as regras do debate serão definidas por acordo entre a emissora e os candidatos participantes. “Nisso, divirjo”, afirmou Teori.

Na expressão popular, seria o rabo abanar o cachorro”, disse Toffoli. “Mas é o entendimento de sua excelência, devemos respeitar”, completou.

Hiperpartidarismo
Toffoli iniciou seu voto dizendo que, de 1978 até hoje, houve mais leis eleitorais que eleições no Brasil. “Nosso ambiente é excessivamente controlado”, disse o ex-presidente do TSE. “O excesso de controle leva ao excesso de litígios”, afirmou o ministro, comentando a quantidade de vezes que a corte eleitoral teve de interferir no processo eleitoral.

O ministro Lewandowski concordou. “Estamos vivendo não um pluripartidarimos, mas um hiperpartidarismo, mas a grande maioria dos partidos não tem densidade principiológica”, disse, ao defender que as regras da minirreforma impuseram uma espécie de cláusula de barreira.

O grande problema é a proliferação de partidos com baixa densidade ideológica”, disse Barroso. “O Congresso nos deve uma resposta.”

Toffoli completou que o problema não era o número de partidos em si. Há países, disse ele, que têm 200 ou 300 partidos, mas sem nenhum acesso a fundo partidário, tempo de TV etc. “O problema é a ideia de que, por serem todos partidos, todos devem ser tratados da mesma forma.”

Jornal Nacional denuncia a incompetência da gestão na saúde do governo Flávio Dino.

Pacientes enfrentam longas viagens no Maranhão para hemodiálise


Brasileiros precisam enfrentar centenas de quilômetros, toda semana, para fazer hemodiálise. É um tratamento essencial para quem tem problemas renais. No Maranhão, só seis cidades conseguem atender os pacientes.

Nem clareou e seu Pedro já está de pé. Preparado para mais um dia longo.

"A gente levanta 4 horas, toma um banho e fica sentado aqui esperando", disse o aposentado Pedro Rodrigues.

Repórter: Já são quantos anos que o senhor faz isso?
Pedro: Quatro anos. Quatro anos completos já.

Logo depois das 5h, ele pega o micro-ônibus, que já está quase lotado. São pacientes que precisam de hemodiálise, mas não têm o tratamento na cidade. Três vezes por semana, eles fazem o trajeto de Chapadinha até São Luís: 250 quilômetros para chegar ao hospital.

A gente só vem porque é a saúde da gente. Mas, muito cansado", disse a aposentada Maria Gomes.

Depois de cinco horas de viagem, finalmente os pacientes chegam até a clínica onde fazem hemodiálise em São Luís, já cansados num dia que está apenas começando.

O almoço é ali mesmo, quando se tem dinheiro. “Tem que ter o dinheiro para comprar. Se não tiver, pode fazer sem comer, mas fica passando o baque", afirmou Pedro.

Depois, são quatro horas nas máquinas que filtram o sangue, fazendo a função dos rins. Procedimento agressivo que os pacientes têm de fazer dia sim, dia não.

Repórter: O ideal era que os pacientes tivessem um repouso depois da sessão de hemodiálise?
Alex do Vale, médico: Com certeza. Em torno de pelo menos de 12 a 18 horas. Porém, muitas das vezes o paciente não tem esse repouso adequado.

O Maranhão tem 12 centros de hemodiálise que ficam na capital e em outras cinco cidades do interior. Os outros 211 municípios não têm equipamentos para o tratamento.

Às 16h, os pacientes saem da sessão bastante abatidos, e já têm que encarar mais cinco horas de viagem de volta. O cansaço castiga.

Vocês que vieram hoje nessa viagem já estão cansados, imagine nós que estamos há quatro anos“, diz a lavradora Osmarina Nunes.

Na parada para o jantar, outras histórias se cruzam. A Maria dos Milagres tem seis anos e há três enfrenta essa luta.

Ela acorda 4h, quando ela tá na máquina que ela dorme. Ela sente dor de cabeça quando está na máquina. É uma guerreira”, contou a dona de casa Dulcineide Conceição.

As 17 horas entre viagem e tratamento fazem que algumas pessoas mal consigam se segurar quando chegam em casa. É a rotina da aposentada Ana Alves há 17 anos. “Muito difícil mesmo. Só vai porque é preciso. Ou vai ou se acaba logo.”

Seu Pedro também está de volta. Vai descansar por um dia. No outro, começa tudo de novo.

Repórter: O senhor acordou às 4h da manhã. Agora são 10 horas da noite. Como é que chega o senhor a essa hora?
Pedro: Cansado demais.
Repórter: O dia não foi fácil, né?
Pedro: Foi não. Dia de arrocho mesmo.

O governo do Maranhão anunciou que vai construir uma unidade de hemodiálise na cidade de Chapadinha e em mais cinco municípios. Mas o governo não informou um prazo para entregar essas unidades.

Pacientes ficam sem alimentação em hospital de Palmas

Quase 400 pacientes internados no Hospital Geral de Palmas não receberam alimentação durante o dia, nesta terça-feira (23). A empresa responsável pelas refeições alega que o governo do Tocantins deve R$ 75 milhões pelo serviço. No fim da tarde, a Secretaria de Saúde pagou parte da dívida e abasteceu o hospital com uma compra de emergência. A polícia e o Ministério Público do Tocantins investigam os motivos dessa falta de comida.