sexta-feira, 1 de julho de 2016

Eleições 2016: Raimundo Filho começa a fortalecer seu grupo politico nas redes sociais.

O pré-candidato a prefeito Raimundo Filho aposta na juventude o controle da redes sociais
Sem financiamento privado para a eleição que se aproxima. Com a falta de costume de militantes, e simpatizantes, sustentarem o financiamento de candidaturas. Com um Fundo partidário insuficiente para bancar campanhas de prefeito e vereador. Esta sera a primeira eleição em que o uso das redes sociais e da plataforma digital vai predominar no cenário municipal em Paço do Lumiar. Serão os instrumentos para transmitir propostas e apresentar a biografia do candidato ao conjunto dos eleitores.

Já tem pré-candidato a prefeito se preparando e montando suas equipes para ensinar como usar essas plataformas nas campanhas eleitorais aos seus aliados. A experiência da eleição municipal será um ensaio para as eleição estadual de 2018. Servirá para testar a força das redes sociais e os grupos políticos que se adaptaram a esse novo momento.

O tradicional cabo eleitoral está sendo substituído pelo ativismo digital. A boca de urna será feita por aparelhos móveis que poderão ser acessados na fila em direção à urna de votação. Um dos objetivos ou funções das redes sociais é o de cadastrar visitantes ocasionais em sites de candidatos e torná-los um eleitor militante.

Nunca mais as campanhas serão as mesmas. A do impeachment é um exemplo eloquente. A última feita no modelo antigo, em que a TV foi a central de vendas de propostas e candidatos, a um altíssimo custo, foi a de 2014. A partir deste ano, garantem especialistas, as redes sociais vão passar, cada vez mais, a ser um instrumento de militância e da militância.

Todos os especialistas sustentam o peso das redes sociais citando números. Esses são coisas que estão fora do mundo político tradicional. No Brasil, são 94,2 milhões de usuários na internet. São móveis 80% desses acessos. São 261,8 milhões de aparelhos celulares no país. São 80% os brasileiros, entre 16 e 44 anos, que têm celular. O mais impressionante é que na classe C, a quem os políticos se referem como "povão", 67% deles tem, pelo menos, um aparelho celular. O desafio de todos os candidatos, e partidos, é atrair esses usuários, pelo menos nas campanhas eleitorais, para a política.

O pré-candidato a prefeito Raimundo Filho até o momento é o único que se preocupou em montar sua equipe para tratar do tema. Uma das recomendações de Raimundo Filho foi a de que hoje, no mundo da informação instantânea, mais do que nunca, não se pode mais construir um candidato com aquilo que ele não é. "Acabou a era da metamorfose ambulante. Candidatos devem, o quanto isso for possível, responder a seus interlocutores diretamente e não tratar com desprezo os que divergem de seu ponto de vista" enfatizou o pré-candidato.

As campanhas negativas não podem ficar sem resposta ou tratadas com desdém, elas podem se propagar como um vírus que como um cupim corroem candidaturas. Por isso, partidos e candidatos, precisam monitorar os conteúdos que circulam pelas redes em tempo real para reduzir o tempo de reação. Preservar a prova. Identificar a autoria. Adotar medidas jurídicas.

Um dos responsáveis pelo gerenciamento das redes sociais da pré-campanha de Raimundo Filho, o jovem blogueiro, líder estudantil e presidente do PT do B, Rilton Silva, fala do momento que vive a politica luminense. "As eleições deste ano em nossa cidade, será medida pelas redes sociais o candidato a prefeito que tiver a maior militância na internet, terá um apoio devastador. As redes sociais são uma forma de comunicação direta do candidato com o eleitor. É preciso responder as criticas diretamente ou pela equipe. As críticas, mesmo as virulentas, jamais devem ser respondidas com agressividade". 

A desconstrução está na ordem do dia e qualquer um pode ser vítima de uma orquestração. Os adeptos da movimento anti-política crescem cada dia em Paço do Lumiar, a população está desacreditada na classe política, e isso explica o gosto crescente pela pancadaria em cima do prefeito,  e vereadores. Esse tipo de campanha será cada vez mais relevante a partir desse ano em diante.

Quem cometeu ou cometer um deslize vai ser colocado no sal pelos adversários. Por isso, o objetivo de qualquer campanha eleitoral ou luta política é a de conseguir propagar, como um vírus suas postagens e isso pode ser medido pelo número de curtidas, de compartilhamentos e de comentários. A receita para que os grupos políticos tenham êxito ao usar uma rede social tem que surfar na onda. De maneira rápida, objetiva, sucinta e com simplicidade. Colocar uma pitada de humor, sem ser grosseiro.

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