quarta-feira, 1 de junho de 2016

Juíza pede reforço policial em júri de acusado de matar estudante na praça do Viva Maiobão.

Quem senta no banco de réus no termo de Paço do Lumiar nesta terça-feira (2), é o policial militar Sandro Morett Furtado de Oliveira. Ele responde pela acusação de homicídio que teve como vítima o estudante Tácio Kaique Pereira Pires, crime ocorrido no dia 27 de novembro de 2010.

Promovido pela 2ª Vara de Paço do Lumiar, o júri acontece no Salão de Júri do termo e tem início marcado para as 8h30. Preside o julgamento a titular da Vara, juíza Vanessa Clementino. Por medida de segurança, em função da repercussão e comoção que o caso gerou na cidade, a juíza vai solicitar reforço no policiamento do Fórum e do Plenário do Tribunal do Júri, no dia do julgamento. A expectativa é de lotação das dependências do plenário, pois, além de parentes dos réus e da vítima, pessoas interessadas no caso e estudantes devem acompanhar o julgamento.

Estudante Tácio Pires
De acordo com os autos, na data do crime, por volta das 23h, na Praça do Viva Maiobão, o réu disparou três tiros de revólver calibre 38 na vítima. Ainda segundo os autos, a arma falhou nos dois primeiros disparos. Na terceira tentativa o tiro atingiu a vítima no abdômen. Levado para o hospital, a vítima veio a falecer no dia 09 de outubro.

Segundo a denúncia, na ocasião do crime o réu passava pelo local quando o retrovisor do carro que dirigia bateu no cotovelo da vítima, que não gostou e foi tomar satisfação com o condutor, iniciando-se uma discussão entre ambos. Consta da denúncia que amigos da vítima ainda tentaram acalmar os ânimos, o que conseguiram a princípio até que Sandro desceu do veículo e, bastante exaltado, se dirigiu a Kaique.

Em meio à discussão que se seguiu, o réu teria dado um tapa no rosto da vítima que reagiu arremessando contra Sandro uma garrafa de energético. Nesse momento, o réu teria sacado da arma com a qual atirou em Kaique. Após o crime, o acusado evadiu-se do local.

Assalto 
De acordo com o inquérito policial, foi apurado que o veículo dirigido pelo acusado na ocasião do crime teria sido tomado de assalto de uma mulher no dia 03 de julho.

Quando interrogado pela autoridade policial, Sandro negou a autoria do crime, afirmando que o disparo foi acidental. Quanto à propriedade do veículo, o réu afirmou ter trocado um carro mais antigo com um cabo da PM pelo carro, pelo qual pagou ainda R$ 3 mil.

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