quinta-feira, 16 de junho de 2016

Absolvição de ex-policial acusado de matar estudante no Viva Maiobão gera manifestação neste sábado.

Familiares e amigos do estudante Tácio Pires, irão neste sábado dia 18, a partir das 8 horas da manhã realizar uma grande manifestação para reforçar o pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) que entrou no dia 03 deste mês com recurso solicitando a anulação da decisão do júri que absolveu, na 2ª Vara de Paço do Lumiar , situada na região metropolitana de São Luís , o ex-policial militar Sandro Moretti Furtado de Oliveira do crime de homicídio qualificado.

O ex-PM estava sendo acusado de ter matado o estudante Tácio Kaique Pereira Pires, de apenas 18 anos, durante uma briga de trânsito no município de Paço do Lumiar que ocorreu em novembro de 2010 . Na ocasião, o estudante foi atingido com atingido com um tiro de arma de fogo de Sandro que na época pertencia a Corporação da Polícia Militar do Maranhão .

Segundo o pai do estudante, o vendedor Ivaldo Magno Pires, 46 anos, o assassinato aconteceu na praça do Viva Maiobão. Ele disse que o ex- PM Sandro teria passado com o carro – um Fiesta de cor preta e placa JHC-0403 –, por cima do pé de Tárcio Pires, além de tê-lo atingindo também com o retrovisor. 

Meu filho nunca foi de confusão, mas ficou revoltado com a atitude do policial, que estava à paisana e não parou nem mesmo para saber se o Tárcio havia se machucado. O meu filho esbravejou e eles se desentenderam. Foi então que o policial retornou ao seu veículo, pegou sua arma e deflagrou três tiros contra o Tárcio. Dois deles falharam e apenas um o atingiu no tronco, de lado. A bala perfurou o intestino, o que fez com que meu filho ficasse 12 dias na UTI do Socorrão 2, mas ele não resistiu”. 

A irmã da vítima e também vendedora Talita Pereira Pires, 24, contou que o processo investigatório foi lento e cheio de falhas, uma vez que a família nunca tinha informações sobre o andamento do processo. Ela ressaltou que foi a família, e não a polícia, responsável pela identificação do acusado e do carro que ele utilizava no momento do crime. 

No dia do assassinato, o ex- PM estava na companhia do cunhado – Paulo Salomão, que estudou comigo. Ambos residiam aqui em Paço. Depois, fomos atrás da placa do carro e descobrimos que ele pertencia à professora Eliane Bernadete Tonello, de Brasília, que teve o veículo roubado no estacionamento de uma faculdade particular da capital, em meados de junho do ano passado. O assassino disse ao delegado Arlindo Assunção, responsável pelo inquérito, que comprou o carro de outro PM, e que não sabia da procedência dele”, disse Talita.

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