quinta-feira, 5 de maio de 2016

Governo do Estado apoia realização da Festa do Divino em Alcântara.

Festa do Divino mistura fé, tradição e história em Alcântara
O mastro da bandeira foi hasteado no meio da Praça Matriz, em Alcântara, ao lado das ruínas da Igreja de São Matias, anunciando o início da Festa do Divino Espírito Santo. O festejo, de origem portuguesa, é uma tradição de mais de 400 anos, realizada na cidade maranhense sempre 50 dias após a Páscoa. Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), o festejo começou na quarta-feira (4) e até o dia 16 de maio Alcântara será palco de manifestações populares e religiosas, numa festa que mistura história, fé e tradição.

No segundo dia do festejo, na quinta-feira (5), uma missa solene foi realizada para coroar a imperatriz que, pelos próximos 11 dias será a maior autoridade da cidade, conforme orienta a tradição. O segundo dia de evento começou com uma alvorada, com as caxeiras tocando para o Divino, em seguida houve uma missa na Igreja do Carmo, com a coroação da imperatriz e depois mais um grande cortejo pela cidade. Além das casas da corte e das missas na igreja matriz, um dos pontos altos da festa ocorre no salão nobre do Palácio Imperial de Alcântara, local onde é montado um altar para apresentação dos membros da corte.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, esteve na cidade para participar dos primeiros dias de festa e relatou a preocupação do Estado em investir e fortalecer a cultura popular maranhense. “A gente está apoiando a Festa do Divino através da Lei de Incentivo à Cultura em parecia com a Cemar. A orientação do governador Flávio Dino é manter a tradição e ir a cada ano melhorando, agregando, gerando mais emprego e oportunidades, trazendo mais turistas e valorizando a nossa terra”, relatou o secretário Diego Galdino.

A Festa do Divino Espírito Santo começou com o carregamento do mastro, na quarta-feira, em cortejo pelas ruas de pedra da cidade histórica. São necessários vários homens para carregar o pedaço de madeira, que circula um grande percurso, seguido por uma multidão de alcatarenses e turistas de todos os locais. Até o ponto final, na Praça Matriz, onde finalmente é hasteado, o mastro faz 11 paradas, na casa dos festeiros (pessoas que organizam a festa), que servem aos brincantes licores, comidas e bebidas. Tudo de forma colaborativa e espontânea.

Carregar o mastro, além de um símbolo de força, é uma demonstração de fé no Divino Espírito Santo, por isso tantas pessoas se envolvem. O alcantarense Cristiano Pereira é estudante e diz ser um privilégio carregar o mastro. “É uma emoção acima de 100%, apesar desse sacrifício todinho, carregar o mastro nessas ruas e ladeiras, sentindo dor, para a gente é satisfatório. Amanhã a gente está com o ombro dolorido, mas o Divino é tão forte que na sexta-feira ele já não dói mais”, afirma Cristiano.

O mesmo acontece com Lenir Pinheiro, que tem 76 anos de idade e há mais de 55 anos é um dos responsáveis pela decoração do mastro. “Estou firme como o mastro. Enquanto o Santo me ajudar, vou estar por aqui”, relata o senhor.

A superintende de Difusão Cultural da Sectur, Jô Brandão, foi escolhida madrinha da edição de 2016 da festa. Para ela, o ato significa o reconhecimento da comunidade ao trabalho desenvolvido pela Sectur. “Para a Sectur apoiar a Festa do Divino é mais do que uma obrigação, no sentido de que a gente está fortalecendo uma tradição cultural secular do Maranhão. A Festa do Divino de Alcântara talvez seja uma das mais famosas em todo o Brasil. Apoiar a festa significa fortalecer um patrimônio cultural que precisa ser mantido”, afirmou Jô Brandão.

Programação
Até a segunda-feira (16), Alcântara recebe visitantes de todos os cantos do país e do mundo que buscam manifestações populares genuínas como a Festa do Divino. Com a movimentação turística, a cidade acaba tendo a economia aquecida, com o comércio voltado para festa. 

Sobre a festa
A Festa do Divino Espírito Santo de Alcântara é realizada desde o século XVI, misturando fé e devoção - ao Espírito Santo que anunciou a ressurreição de Jesus Cristo - e celebrando os costumes da corte portuguesa, com personagens que representam o império. Para acontecer, são mais de mil pessoas envolvidas diretamente com a organização dos doze dias da festa.

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