sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ex-PM será julgado pela morte de estudante na praça do Viva Maiobão.

No dia do julgamento irá completar, seis anos e seis meses da morte do estudante Tárcio Pires, muita dor, sofrimento e revolta por parte de familiares e amigos que clamam por JUSTIÇA

Estudante Tárcio Pires, assassinado
O ex – policial militar Sandro Morett Furtado de Oliveira será ouvido no Júri Popular no próximo dia 2 de junho, devido o assassinato do estudante Tárcio Kaique Pereira Pires, de 18 anos. Um crime covarde, registrado em 27 de novembro de 2010 na praça do Viva Maiobão, que chocou a população luminense e causou muita revolta. 

Na época do crime Sandro Morett era lotado no 9° Batalhão da Polícia Militar, ele é denunciado como autor do disparo que atingiu o estudante, que acabou falecendo após doze dias de internação.

Segundo o pai do estudante, o vendedor Ivaldo Magno Pires, 46 anos, o assassinato aconteceu na praça do Viva Maiobão. Ele disse que o ex- PM Sandro teria passado com o carro – um Fiesta de cor preta e placa JHC-0403 –, por cima do pé de Tárcio Pires, além de tê-lo atingindo também com o retrovisor. 

Meu filho nunca foi de confusão, mas ficou revoltado com a atitude do policial, que estava à paisana e não parou nem mesmo para saber se o Tárcio havia se machucado. O meu filho esbravejou e eles se desentenderam. Foi então que o policial retornou ao seu veículo, pegou sua arma e deflagrou três tiros contra o Tárcio. Dois deles falharam e apenas um o atingiu no tronco, de lado. A bala perfurou o intestino, o que fez com que meu filho ficasse 12 dias na UTI do Socorrão 2, mas ele não resistiu”. 

A irmã da vítima e também vendedora Talita Pereira Pires, 24, contou que o processo investigatório foi lento e cheio de falhas, uma vez que a família nunca tinha informações sobre o andamento do processo. Ela ressaltou que foi a família, e não a polícia, responsável pela identificação do acusado e do carro que ele utilizava no momento do crime. 

No dia do assassinato, o ex- PM estava na companhia do cunhado – Paulo Salomão, que estudou comigo. Ambos residiam aqui em Paço. Depois, fomos atrás da placa do carro e descobrimos que ele pertencia à professora Eliane Bernadete Tonello, de Brasília, que teve o veículo roubado no estacionamento de uma faculdade particular da capital, em meados de junho do ano passado. O assassino disse ao delegado Arlindo Assunção, responsável pelo inquérito, que comprou o carro de outro PM, e que não sabia da procedência dele”, disse Talita.

Sandro Morett, foi expulso definitivamente da corporação, depois de dois anos e sete meses, após cometer o assassinato, pois havia recorrido em outras ocasiões. O caso completa seis anos e seis meses, o ex-policial será submetido ao Júri Popular, no Fórum do Maiobão, com inicio previsto para as 8h30. Kaique, era conhecido como uma pessoa meiga e carinhosa, havia passado no concurso da aeronáutica, o jovem estudante teria um futuro brilhante pela frente. Mas teve sua vida interrompida de uma forma tão brutal. Vale ressaltar que a morte do jovem, ganhou destaque em vários meios de comunicação.

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