terça-feira, 26 de abril de 2016

Tucano é confirmado como relator do impeachment de Dilma.

Antonio Anastasia deve entregar relatório até 4 de maio; votação que deve afastar Dilma pode ocorrer em 11 de maio

A comissão especial que vai analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado elegeu nesta terça-feira 26 o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para o cargo de relator. O tucano, que teve seu nome aprovado por 16 votos contra 5, deverá apresentar seu relatório no dia 4 de maio.

A previsão é que o parecer seja votado pela comissão no dia 6 e pelo plenário no dia 11 de maio, quando precisará de maioria simples (metade dos votos mais um) para ser aprovado. Se o plenário admitir a continuidade do processo, a presidenta Dilma será afastada por até 180 dias, e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumirá o governo interinamente.

Anastasia foi indicado pelo bloco parlamentar PSDB-DEM-PV, mas seu nome foi rejeitado por senadores do PT e da base governista, que afirmaram que o tucano não teria a isenção necessária para conduzir o processo.

De acordo com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a indicação do tucano foi uma “provocação”. O petista lembrou que a sessão em que a Câmara dos Deputados autorizou o seguimento do processo de impeachment foi um “festival de horrores” e afirmou que o Senado não poderia cometer os mesmos erros. “A partir de agora nos somos juízes”, disse Farias.

Ao assumir a relatoria do processo, Anastasia disse que Deus lhe deu serenidade para conduzir os trabalhos. “Queria agradecer a confiança dos meus pares e queria fazer referência a uma frase do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que uma vez disse que Deus o poupou do sentimento do medo. Eu quero parafraseá-lo e dizer: Deus me concedeu o dom da serenidade", afirmou.

A presidência da comissão ficou para o senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

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