quarta-feira, 2 de março de 2016

Vídeo! Em seu discurso, Flávio Dino comete erro e tenta impor a candidatura de Dutra em Paço do Lumiar.

Flávio Dino está correto em apoiar seus aliados, mas não pode querer impor que ações do governo só cheguem ao município se Dutra for o prefeito

Informações - Robert Lobato com adaptações do blog do Rilton Silva


O governador Flávio Dino (PC do B) reafirmou inúmeras vezes nos meios de comunicação que não iria subir em palanque de nenhum candidato a prefeito, e havia deixado claro para a classe política maranhense, que só iria participar das eleições municipais de 2016, apenas como militante político, em nome pessoal. E que o governo do estado não teria candidatos “oficias”.

Mas, parece que o posicionamento do governador mudou muito de uns meses pra cá, e agora adota uma postura contraria a tudo que sempre lutou. E um exemplo claro do seu novo posicionamento, foi no evento de lançamento da pré – candidatura de Domingos Dutra no “Diálogo pelo Paço”.

A classe política maranhense nunca levou a sério as declarações de Flávio Dino, que ficaria de fora das eleições municipais de 2016. Ora, a rigor não tem qualquer problema Dino participar de atos políticos em apoio desse ou daquele candidato do seu grupo. O risco que o comunista corre é de amargar uma ou mais derrotas em cidades estratégicas ao colar sua imagem em determinado candidato e este ser rejeitado pelas urnas. Mas é aquela coisa: o risco que corre o pau corre o machado.

O governador é um militante político e social nato. Claro que não irá segurar o ímpeto de cair de cabeça nas campanhas dos aliados. Aliás, ele mesmo já havia dito isso desde o ano passado. O que não é razoável são os oportunistas de plantão, que chegaram depois da mesa posta, quererem ser os primeiros a servirem-se no banquete eleitoral do governo comunista.

Da mesma forma que não pode o governador, empolgado ao microfone, afirmar que o povo deve eleger um parceiro seu porque só assim a cidade terá ajuda do Governo do Estado. Isso sim, configura-se numa prática atrasada e conservadora que não comunga com a formação democrata do governador maranhense.

A sucessão municipal é considerada um momento decisivo e estratégico para o governador porque tende a demarcar também o campo no qual ele poderá jogar dois anos depois, na sua própria sucessão, em 2018, quando espera ver retribuído o esforço que fez pela eleição de colaboradores e aliados nas eleições municipais.


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