segunda-feira, 14 de março de 2016

Manifestações pelo Brasil - O dia "D" do início da recuperação do espírito democrático!

O dia 13/3 foi um representativo dia para a democracia do país. Em comunhão de esforços, sem participação de partidos políticos, a maior parcela do povo em sua representação foi às ruas demonstrar a efetividade do texto constitucional, reafirmar que o poder emana do povo e em favor dele deve ser exercido.

Houve um golpe quando um partido político já no poder mentiu deliberadamente sobre a sua realidade para reeleger-se, levando o povo a erro essencial em sua escolha nas urnas, maquiou-se um Brasil inexistente. Vindo à tona parcela da verdade de um governo vil e mal intencionado que se desvia do interesse público para se autolocupletar e enriquecer os seus companheiros, que vem a se somar a uma irremediável incompetência para gerir o país. O povo brada pelo direito democrático e constitucional de não ser representado por um grupo partidário que entre tantas evidências de práticas criminosas pratica o crime de lesa-pátria.

Uma enormidade de crimes de responsabilidade já restaram praticados pelo Governo Federal, o que confere inapelável legitimidade ao processo de "impeachment", que não pode fundamentar-se apenas a emblemática incompetência de uma gestão absolutamente atrapalhada e despreparada na forma da Constituição de 1988.

Foram sim competentes para aparelhar o Estado. Construíram uma rede corrupta em empresas públicas (sentido amplo) para desviar dinheiro público, quando conluiaram-se com o grande poder financeiro (bancos e empreiteira...) para juntos fraudar a confiança de um povo que os elegeu em verdadeira engano, em consistente processo de fraude eleitoral.

Descobertos, mas a luta pelo poder não para! Com o aparelhamento construído ao longo tem a maioria do STF para afirmar e apostar em um rito para um processo de "impeachment" que acreditam incapaz de alcançar seus fins, com um Senado onipotente onde o Governo possui ampla maioria (a partir da aliança PT/PMDB) e uma Câmara sem poder, absolutamente esvaziada, onde o Governo não possui maioria, interferindo decisivamente nas funções legislativas em ativismo judicial odioso com o objetivo não de defender a Constituição ou o povo, verdadeiro detentor do poder, mas o Governo, o partido que os indicou com todas as suas mazelas.

A luta vai ser longa e árdua, é o poder contra o povo e o povo contra o poder. Sabemos que dentro de 30 dias o PMDB será o fiel da balança e decidirá a sorte do processo de "impeachment". Se sair do governo abrirá a hipótese de uma disputa mais acirrada no Senado Federal pelo impedimento, se ao lado da corrupção, dos desvios e cargos traficados permanecer restará a improvável via dos crimes eleitorais cometidos pelo partido em proveito da eleição presidente, sob o protagonismo do TSE.

O povo não poderá esmorecer, apenas a sua incansável pressão poderá obrigar que o processo encontre a sua finalidade e não acabe arquivado pelas forças traficadas de poder como todos os outros.

Finalizamos firmando que golpe é se manter no poder a partir de uma traficada blindagem amoral e impedir que a vontade de 90% da população, nos termos de uma processo constitucional, se realize. Hoje o Governo Federal reafirma, e inacreditavelmente o STF flerta com a inefetividade da Constituição de 1988 e a golpeia em quase morte em parcela de suas garantias democráticas e republicanas garantidas.

Necessário uma impiedosa limpeza das nossas instituições políticas independente de partidos políticos. A ética, que na Constituição vem paradigmaticamente insculpida no art. 37 da CRFB nos princípios de Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência deve representar a obsessiva pauta do povo brasileiro.

O povo foi como nunca às ruas, e deu o seu recado. Quando 90% do povo, pede a saída de um governo, nos termos da Constituição, não há que se cogitar de golpe, chega a ser risível a tosquice de ignóbil argumento. Golpe sim, aplica quem não deixa o poder apoiada em uma eleição fraudada e em 10% de militantes, ébrios intelectuais e hipossuficiente culturais.

Por Leonardo Sarmento

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