quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Oposição dividida, sem credibilidade e discurso pode favorecer a reeleição de Josemar Sobreiro.

A oposição não vai ter vida fácil na disputa eleitoral desse ano. Interessada em destronar o prefeito Josemar Sobreiro (PSDB), os opositores ainda não passa de um grupo desarticulado, com personagens desgastados sem um discurso claro contrapondo-se ao prefeito, inclusive expondo conceitos políticos e filosóficos capaz de diferencia-los do prefeito tucano.

O eleitor de Paço do Lumiar ainda não tem elementos, em virtude da falta do discurso e dos nomes que aparecem como oposicionistas, para distinguir quem é diferente, politicamente, de Josemar Sobreiro ou em que o prefeito deverá ser avaliado para ter ou não ter o voto.

Essa “falta de nomes novos com credibilidade para a oposição”, contribui para o marasmo e o desinteresse da população em discutir agora a disputa eleitoral no município. Até o momento a sociedade conhece apenas a realidade dos fatos em torno dos problemas que assolam o município, os nomes que se colocaram a disposição para enfrentar o atual gestor, a maioria já teve mandato e não fizeram nada para sanar os problemas da cidade. Com isso, é claro, na ótica do prefeito a administração municipal não poderia ser melhor e um novo mandato para Josemar Sobreiro torna-se bastante auspicioso.

Favoritismo
Continuando análise, entendo haver, nesse momento, “um natural favoritismo” em relação a Josemar Sobreiro, pela própria condição de estar no cargo e de jogar todas as fichas na construção de um grupo solido, e também pela falta de opção de nomes na oposição. Mas quando se vê o índice de aprovação do prefeito nas pesquisas, constata-se que ele não está tão bem assim.

O pleito está longe de ser definido. Todavia parece difícil aparecer daqui até o dia da eleição um candidato oposicionista que empolgue o povo. E se nenhum desses desastres oposicionistas conseguirem passar ao eleitor a imagem de que é diferente, de que tem um projeto surpreendente, capaz de garantir novos avanços do Paço rumo à modernidade, vai ser difícil derrubar Josemar neste ano extremamente favorável ao prefeito, diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que favorecer e muito quem está no exercício do mandato, sobretudo no Executivo: a proibição do financiamento privado de campanha. Efetivamente essa fonte foi suspensa, a inércia da máquina pública tende a favorecer quem a controla no momento.

Divisões
Na visão de alguns analistas, Josemar é um desses políticos de sorte. Ele passou praticamente o mandado inteiro sem grandes realizações e agora, quando disputa a reeleição, seus adversários são políticos desgastados e sem credibilidade, continuando livre da vigilância de uma oposição séria e até de críticas daqueles que pretendem disputar a sua cadeira. E, além disso, vai para uma disputa com uma oposição fragmentada, “incapaz de construir alianças sólidas e de lançar um candidato com grande lastro de confiabilidade”.

Não há na oposição candidatos simpáticos à opinião pública. E a construção dessa confiabilidade, não é uma coisa que se constrói do dia para a noite e sem um discurso claro e verdadeiro. Há uma tendência natural do eleitor votar apelando para o candidato mais simpático, e simpatia é uma coisa que, acrescenta e muito. Falta também ao prefeito Josemar Sobreiro, está qualidade, é preciso compreender que na eleição passada havia um sentimento muito grande de descontentamento entre o eleitorado de Paço do Lumiar, aproveitado pelo atual prefeito que conseguiu formatar e dar credibilidade a um discurso de mudança, acabando consolidando a imagem de renovação. E ai acabou ganhando o favoritismo e a eleição.

Governo do Estado
Está nas hostes governista o nome mais encorpado para enfrentar o prefeito que busca a reeleição, nem por isso se vislumbra um desfecho de unidade, pois entre os correligionários de Flávio Dino despontam pelo menos duas postulações.

O governador não demonstra interesse em comandar as articulações para que seu grupo tenha apenas um candidato. Se Flávio Dino tem preferência por alguém, procura não demonstrar, pelo menos publicamente, para ninguém. Nesse momento em que as pré - candidaturas vão se afunilando, entre os oposicionistas sobra conversa de bastidor com articulações muito discretas e por isso, por mais paradoxal que seja, pode se dizer que o cenário ainda não está definido.

Quem convive na política luminense, sabe que não estão definidas as alianças, embora haja tantos postulantes ao cargo de prefeito; como o governador também não se definiu, claramente, a oposição, por enquanto, só observa o cenário, deixando o prefeito consolidando seu lastro sem ter maiores preocupações.

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