quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Eleições 2016: O cenário político de Paço do Lumiar.

Com o fim do período carnavalesco, agora será possível vislumbrar com maior clareza quem é quem no cenário político de Paço do Lumiar. Ou pelo menos é o que o eleitor espera na campanha municipal deste ano.

Apesar de ter vereador dizendo que “está fechado” com o lado que decidiu seguir, este Blog tem informações de aliados de um grupo sentado com o outro lado, em busca de melhores condições de eleger. É a busca de um lugar ao sol nesse complexo cenário, pelo qual nem sempre a fidelidade é a principal moeda de troca.

Apesar da bruma densa que encobre o cenário político, paradoxalmente algumas certezas já se descortinaram para o processo eleitoral deste ano, pelo menos na visão de quem frequenta os bastidores políticos. A mais óbvia delas é a situação do ex – prefeito Gilberto Arôso (PMDB) que está inelegível e busca desesperadamente um bom acordo para manter seu pequeno grupo, vivo na política luminense.

Outra situação complicada é a do ex – deputado Domingos Dutra, que pretende disputar o executivo municipal. Apesar do gesto do Governador Flávio Dino, entregando o seu partido PC do B para o ex – deputado, o novo comunista continua não agregando lideranças de peso para seu projeto, mesmo tendo afastado sua esposa Núbia Dutra (SDD) da campanha. As dificuldades de composição que o ex – deputado enfrenta é visível, e preocupa muito o Palácio dos Leões.

Prefeitura falida 
Outra convicção dos analistas é que o prefeito no exercício do mandato irá sofrer as conseqüências da crise econômica – e fiscal – que lipoaspira investimentos e enfurece o eleitorado. Conforme se sabe, o eleitor médio nem sempre dedica-se a apurar responsabilidades e prefere alvejar quem esteja mais à mão. É o caso do prefeito Josemar sobreiro (PSDB), surpreendido com repasses menores para responsabilidades maiores.

Além da visível interrupção dos investimentos na cidade – o fenômeno é observável em todo canto do município– há, sobretudo algumas questões delicadas que irá atingir a administração no período eleitoral.

Para contrabalançar esses dissabores, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) veio favorecer e muito quem está no exercício do mandato, sobretudo no Executivo: a proibição do financiamento privado de campanha. Efetivamente essa fonte foi suspensa, a inércia da máquina pública tende a favorecer quem a controla no momento. 

O crescente descrédito da classe política e a crise econômica que afeta o cofre da prefeitura talvez sinalizem para o limiar de uma nova era na política luminense. Essa nova era poderia estar associada à maior profissionalização da administração pública, à efetiva discussão de novas idéias e de formas inovadoras de gestão e à maior participação da sociedade nas decisões de governo. 

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