domingo, 15 de novembro de 2015

Governo anuncia aumento de 52 leitos no Hospital Carlos Macieira para o próximo ano.

Alas das UTIs do Hospital Carlos Macieira em pleno funcionamento
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), anunciou o aumento de 52 leitos no Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira (HCM). Dentro do novo projeto, serão 12 novos leitos de UTIs e 40 de enfermaria. As adequações serão feitas dentro do próprio espaço físico do Hospital, já que, após análise do departamento de Engenharia da SES, alas exclusivas com dois leitos podem comportar mais um sem nenhum prejuízo, dentro dos parâmetros de tamanho indicados pelo Ministério da Saúde, após a readequação de toda a rede elétrica.

Para o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, será um aumento de 24% de leitos do maior hospital de Alta Complexidade do Maranhão. “Desde o início da gestão Flávio Dino esse projeto foi pensado, pois identificamos alguns espaços livres sendo subutilizados. Neste momento o hospital continua com os seus 220 leitos, sendo 47 de UTIs, conforme recebemos. Não bloqueamos nenhum leito, pelo contrário, vamos expandir a quantidade por entender que é necessário esse suporte de alta complexidade para as UPAs e Socorrões”, revela o secretário.

Marcos Pacheco reforça, ainda, que diminuição nunca ocorreu, seja de UTI ou enfermaria, e que a expansão não aconteceu antes devido a uma pane na rede elétrica ocorrida há dois meses, atrasando a execução do projeto. “Após a pane elétrica, o hospital teve que descer algumas UTIs individuais para uma ala que estava com área sem utilização, para não sobrecarregar a rede elétrica, colocando uma maior quantidade no mesmo espaço”, destacou.

Sobre a pane na rede elétrica, a diretora administrativa do HCM, Clícia Galvão, explica que a engenharia da SES emitiu um laudo técnico à empresa fabricante situada em Canoas (RS) solicitando a troca das peças danificadas dos aparelhos de ar-condicionado. Enquanto isso, vários aparelhos splits foram instalados. “Fizemos uma força tarefa para que as áreas principais do hospital não ficassem sem ar-condicionado. Começamos pelo centro cirúrgico, UTIs, enfermarias e descansos médicos. Após as mudanças, o espaço comporta a todos, inclusive os acompanhantes dos pacientes”, explicou a diretora do HCM.

Em relação à negativa de troca das peças pela fabricante, o subsecretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula, afirma que será aberto um processo de responsabilidade sobre a alegação da empresa. “A fabricante afirma, em laudo, que o projeto original está totalmente equivocado. Os aparelhos de ar-condicionados foram projetados para uma cidade com média de 24,5° e 75% de umidade. Porém, São Luís atinge uma umidade equivalente a 90% e média de 30° de temperatura. Tal equívoco gerará um prejuízo para o conserto de mais de 1 milhão de reais”, afirma o subsecretário.

Uma auditoria feita pela Secretaria de Transparência e Controle (STC) identificou uma série de irregularidades constatadas em relatório sobre a reforma e ampliação feita no HCM na gestão passada, encaminhadas ao Ministério Público. Denúncias de pagamentos superfaturados até a aquisição de materiais de qualidade inferior informado ao BNDES, além de equipamentos médicos de alto custo que nunca foram instalados no HCM, a exemplo de um aparelho de hemodinâmica que custou aos cofres públicos mais de R$ 2 milhões de reais, abandonado no almoxarifado da SES, sinalizaram necessária averiguação por parte da atual gestão.

A construtora responsável pela reforma e ampliação já adequou o espaço e até dezembro a ala de hemodinâmica terá também seu funcionamento normalizado.

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