quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Os rumos que podem tomar o Governo Federal.

A presidente Dilma Rousseff está com a corda no pescoço e vive momentos complicados no seu governo.

Publicado por André Arnaldo Pereira

As duas últimas semanas foram de derrotas subsequentes para o governo Dilma Rousseff. Depois de uma negociação conturbada com a base aliada, abrindo mão de mais um ministério para o PMDB, buscando apoio para os vetos que precisa para continuar com o que conhecemos como “ajuste fiscal”, mas que não passa de mais um arrocho para arrumar a casa que ela e sua própria equipe conseguiram bagunçar.

Ao mesmo tempo, precisou enfrentar o Tribunal de Contas da União, buscando argumentos para protelar a decisão sobre as contas de 2014. Ao mesmo tempo (mais uma vez), está com problemas com os custos de sua campanha eleitoral demagógica que, sabemos, está envolvida em denúncias as mais diversas.

O envolvimento com o baixo clero do PMDB, infelizmente, mostra que tem razão o senador José Serra, quando afirma que Dilma tem uma “atração fatal pelo erro”. Como se agisse no modelo: não existe problema? Pois, vou criar.

Sua reforma ministerial deu no que deu: até agora não houve quórum para a votação dos vetos e nenhuma bola de cristal está antevendo sucesso nesse processo que a equipe econômica considera tão necessário para o “ajuste fiscal”. A troca de cadeiras feita entre os integrantes de sua confiança não trouxe qualquer novidade e não aplacou as expectativas de que houvesse uma mudança de rumo no que podemos considerar o segundo início de seu segundo mandato.

Assim, o furacão que acompanha o segundo mandato de Dilma não dá mostras de arrefecer: o olho do furacão por vezes paira sobre o Planalto, mostra algumas tentativas de buscar a casa legislativa, retorna e permanece sobre sua cabeça.

Para resolver os problemas, é necessário que a tempestade dê passagem aos bons ventos mas, para isso, é preciso enfrentar a continuidade do furacão. Afinal, o olho é o centro do poder.

Segundo os analistas, os caminhos que o governo seguirá podem ser apenas dois:

1. O Congresso aceita a rejeição do TCU
E, neste caso, o cenário se complica: abrem-se as portas para os inúmeros pedidos de impeachment que o presidente da Câmara está ainda segurando, talvez pensando que possa ser sua defesa diante das denúncias contra ele, já comprovadas com documentos do banco onde mantém a conta na Suíça.

2. O Congresso apoia as contas com ressalva
Neste cenário pode até ser que Dilma realmente veja a luz no fim do túnel, lembrando que essa luz pode ser um trem vindo em sua direção. Mas, nesta situação, o constrangimento da Câmara poderá tornar insustentável a situação.

Devemos lembrar que não é só a imprensa que está de olho, passando à opinião pública os acontecimentos, mas também que essa opinião pública, ao contrário de tempos anteriores, está muito mais com os olhos voltados para Brasília.

Quem está no país que circunda Brasília vive uma situação caótica: é conduzido por um governo que, embora tenha se mantido por força das circunstâncias e legislações, não dá mostras de encontrar um caminho onde possa encontrar equilíbrio.

O país que circunda Brasília está, atualmente, vivendo um momento frágil, um ponto na história em que é preciso encontrar rumos e não esperar que o governo tome novos rumos.

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