quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Governo recebe comitiva japonesa interessada em investir no Maranhão.

O governador Flávio Dino recebeu Kunio Umeda, o embaixador do Japão no Brasil, ao lado do vice-governador Carlos Brandão, secretários de Estado e outras autoridades.
O Governo do Maranhão recebeu na tarde de quarta-feira (7), a visita de uma comitiva japonesa interessada em conhecer as potencialidades do Maranhão para futuros investimentos. O governador Flávio Dino recebeu Kunio Umeda, o embaixador do Japão no Brasil, representantes do Governo e empresários japoneses.

No encontro, o governador destacou a importância da aproximação do Governo Japonês com o Governo Brasileiro, de modo a fortalecer o corredor Araguaia/Tocantins tendo o Porto Itaqui como ponto de escoamento de grãos, não só do Maranhão, mas de toda a região do MATOPIBA, formada também pelos estados do Tocantins, Bahia e Piauí.

Estamos empenhados em criar um ambiente seguro de negócios em nosso estado. Apostamos nas parcerias público-privadas que almejam promover o desenvolvimento e nos ajudar na tarefa de assegurar justiça social a todas as pessoas do nosso estado. Estreitaremos ainda mais os laços com os empresários japoneses e com toda a comunidade nipônica que mora em nosso estado”, disse o governador Flávio Dino.

Na oportunidade, os empresários japoneses afirmaram que a firmeza e determinação do atual comando do Governo do Estado transmitem segurança e maior credibilidade ao ambiente de negócios no Maranhão. A visita foi realizada para estreitar os laços econômicos e comerciais entre o Maranhão e o Japão e possibilitar à comitiva japonesa conhecer as potencialidades do estado.

Investimentos

O primeiro momento do encontro aconteceu no hotel Luzeiros, quando foi realizado, durante toda a manhã desta quarta-feira (7), um seminário que discutiu essencialmente as melhorias da infraestrutura de transporte de grãos no Brasil, com foco no Maranhão.

A JICA, Agência de Cooperação Internacional do Japão, vem elaborando um profundo estudo sobre o escoamento de grãos no corredor centro-norte do Brasil e, em seus relatórios preliminares, aponta o Porto do Itaqui com grande potencial para receber investimentos visando potencializar a exportação de grãos oriunda daqui.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), em 2014, a soja e o milho representaram 80% da área plantada de grãos e cereais no Brasil, correspondendo à margem de R$ 70 bilhões de lucro.

Nesse contexto, o Maranhão tem sido visado por empresas japonesas ligadas ao agronegócio porque, só em 2014, três milhões de toneladas de soja foram escoados pelo nosso estado. E a tendência é que esse número cresça por conta dos incrementos no TEGRAM.

Além disso, o cerrado maranhense tem características únicas e é visto hoje como sendo a mais nova fronteira agrícola do país. Outro ponto favorável para investimento em nosso estado é a questão do Plano de Desenvolvimento Agrário do MATOPIBA, que abrange 337 municípios e 31 microrregiões, num total de 73 milhões de hectares.

O Maranhão ocupa 32,77% de todo o território do MATOPIBA, com 23,9 milhões de hectares em 135 municípios. Sem contar a vantagem de apresentar um grande potencial hidroviário, com topografia plana e baixos relevos, chuva abundante e bem distribuída em seu território, o que facilita os canais de escoamento das produções pelos investidores.

O vice-governador Carlos Brandão ressaltou o sucesso do programa Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados) como uma experiência que visa o estímulo ao crescimento regional dos países, a oferta de alimentos para o restante do mundo e o desenvolvimento da região do cerrado.

Não é de hoje que o Japão tem compartilhado com o Brasil ações exitosas nessa importante parceria que tem por objetivo a impulsão dos setores do agronegócio. Portanto, o governo Flávio Dino tem o total interesse em dialogar a respeito desse tema”.

Dentre os assuntos abordados durante o evento, também se destacam os investimentos nas construções de terminais, construções de embarcações, dragagem e derrocamento para a atração de novas cargas e redução do custo logístico de transporte. Nesse sentido foi discutida a possibilidade, ainda em estudo, de concessões ou parcerias público-privadas para operação de hidrovias.

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