sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Governo inaugura Maternidade Nossa Senhora da Penha no Anjo da Guarda.

Após dois anos sem funcionar, foi entregue nesta sexta-feira (25), pelo Governo do Maranhão, a Maternidade Nossa Senhora da Penha, no Anjo da Guarda, beneficiando 58 bairros da área Itaqui-Bacanga e uma população de 250 mil habitantes.

O mais difícil não é construir uma Unidade de Saúde, o mais difícil é abrir as portas e fazê-la funcionar. Sabemos que uma Unidade de Saúde não se faz com paredes e telhados, é feita de recursos humanos, material médico, e equipamentos. É isso que estamos fazendo aqui, inaugurando a reforma da Penha e fazendo o mais importante: abrindo as portas para atender quem realmente precisa”, disse o governador Flávio Dino em seu discurso durante a solenidade de inauguração e adequação dos serviços da maternidade.

A inauguração marca os nove meses de gestão do atual governo, e é resultado do compromisso assumido com a comunidade do Anjo da Guarda. “Estamos comemorando esses nove meses com a inauguração de uma maternidade. Portanto, trata-se de celebrar a vida em todas as formas, principalmente, de todos que nascerão aqui e encontrarão um Estado que se preocupa com a saúde do povo”, afirmou o governador.

Dentre as autoridades que participaram deste momento, também estiveram o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, deputados federais e estaduais, os vereadores, Edimar Gomes, Pedro Lucas Fernandes, Armando Costa e Francisco Carvalho, diretores de órgãos públicos municipais e estaduais, além do presidente do Centro Comunitário Católico do Anjo da Guarda, Oziel Melo de Matos, o diretor-presidente do Instituto Acqua, Ronaldo Querodia e o diretor-geral da maternidade Nossa Senhora da Penha, Edson Cunha.

Na ocasião, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior destacou os benefícios dessa entrega para a população da capital, especialmente da área Itaqui Bacanga. “O governador Flávio Dino tem sido sensível às necessidades de nossa cidade e temos executado várias obras conjuntamente. Hoje, o governo do Estado entrega aqui mais uma importante unidade de saúde voltada ao atendimento materno, uma área que necessita da nossa máxima atenção por prestar serviços em um momento considerado tão sublime para qualquer mulher, que é o ato de ser mãe”, disse o prefeito Edivaldo, ressaltando ainda que a obra era uma reivindicação antiga dos moradores da área Itaqui-Bacanga, mas que beneficiará toda a capital.

Na ocasião foi assinado o termo de cessão do Centro Comunitário Nossa Senhora da Penha para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), que dá a secretaria autonomia para administrar a maternidade, e o Centro Comunitário passa a ter uma responsabilidade social na histórica unidade de saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, ressalta esse como um dos passos do governo para descentralizar os serviços de saúde. “Estamos trabalhando para que os serviços assistenciais sejam descentralizados e hierarquizados no Maranhão como um todo. Aquilo que é básico todos tem que fazer, e dentro da obstetrícia existe a gestação de risco habitual, por isso, queremos multiplicar os serviços para atender esse tipo de gestação, o que representa melhoria no acesso das pessoas ao atendimento de saúde”, pontua o secretário.

Com 30 leitos, enfermaria e sala de parto, a maternidade tem equipe formada por médicos obstetras e neonatologista, anestesistas e enfermeiras obstetras, com um perfil específico para a realização de partos humanizados.

A maternidade Nossa Senhora da Penha está integrada ao Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretária de Estado da Saúde, que está sendo implantado e garantirá a transferência das gestações de alto risco para maternidades de referência no Estado. Como explica o diretor-geral da maternidade, Edson Cunha. “A função da Nossa Senhora da Penha é receber a gestante da área Itaqui-Bacanga que tenha uma gestação de risco habitual. Um pequeno percentual será encaminhado para maternidades de Alto Risco, pois pela Regulação de Leitos Obstétricos, as maternidades do Estado estarão interligadas e a paciente poderá contar com atendimento necessário”, disse o diretor.

Na manhã da inauguração, Samantha Aparecida Pinheiro, de 27 anos, que está com 37 semanas de gestação, deu entrada na Nossa Senhora da Penha com fortes contrações. Em sua quarta gestação, ela desenvolveu diabetes gestacional e, por isso, precisou ser transferida para uma maternidade de Alta Complexidade. “Fizemos o pré-natal no Materno Infantil, mas hoje pela manhã ela começou a ter as contrações e viemos por ser mais perto. Ela vai precisar ser transferida, mas fomos prontamente atendidos e ficamos felizes por contar com a qualidade desse atendimento perto da nossa casa”, conta Helber Diniz, marido de Samantha.

Após uma hora dos primeiros atendimentos com o obstetra da maternidade, Samantha foi transferida pela ambulância da SES para a maternidade Marly Sarney, onde nasceu o pequeno Marcos Gabriel.

Moradora do bairro Anjo da Guarda há 40 anos, Francisca dos Santos, membro da Federação das Parteiras do Estado do Maranhão, comemora a chegada da maternidade. “Nosso trabalho é acompanhar a gestante e sabemos o quanto foi grande a nossa luta aqui com mulheres que não conseguiam receber atendimento em outros lugares, muitas vezes, por conta da distância. Hoje é um dia de alegria e só temos a agradecer a esse governo que nos ajudou a realizar esse sonho”, disse a moradora.

Grávida de três meses, Rafisa Rodrigues, foi à maternidade para começar o pré-natal na Penha. “Estava fazendo em postos de saúde, sem acompanhamento de especialista, e tinha muito medo de na hora do parto não conseguir um leito. Vou começar o acompanhamento aqui na maternidade que é perto da minha casa e isso me dá mais tranqüilidade”, disse a gestante.

Sobre a história

Há 49 anos, funcionava no bairro do Anjo da Guarda, em São Luís, o Hospital Comunitário Nossa Senhora da Penha, criado pelo Centro Comunitário do Anjo da Guarda que mantinha as especialidades funcionando em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

No Hospital Comunitário, a população contava com serviços como clínica médica, clínica ginecológica, pediatria, odontologia, centro cirúrgico, dentre outros, que atendiam de maneira geral os moradores do bairro.

A gestão anterior da Saúde no Estado iniciou a reforma da unidade que foi entregue de maneira incompleta. “Insistimos em procurar a gestão pública por pensar no bem social da comunidade. Em dezembro de 2014 nos entregaram um hospital reformado, mas sem funcionar. E recomeçou nossa luta, pois a comunidade estava esperando e não recebeu atendimento nenhum”, afirma o líder comunitário.

Na gestão do governo Flávio Dino, o Centro Comunitário Católico retomou o diálogo com a Secretária de Estado da Saúde (SES). Agora reformada pelo Governo do Estado o hospital que recebeu a adequação de maternidade é colocado em pleno funcionamento.

Na unidade as mães terão acompanhamento adequado, participando de programas como a Rede Cegonha e Mamãe Canguru, garantindo uma gestação saudável.

O hospital não fará atendimento de urgência, emergência e ambulatorial. A referência para estes casos continua sendo a rede de saúde local, na Unidade de Pronto Atendimento Itaqui-Bacanga, localizada a um quilômetro da maternidade.

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