terça-feira, 11 de agosto de 2015

Governo inaugura setores de neuropediatria, pilates e reabilitação física no CER do Olho d’Água.

Atividades da equipe multidisciplinar com os pacientes.
Para ampliar o número de atendimentos e oferecer um serviço de reabilitação especializado, com estrutura adequada para garantir resultados que reflitam na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), inaugurou, na sexta-feira (7), no Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho D’água, os setores de neuropediatria, pilates e reabilitação física, que aumentará de 600 para 2.000 a média de assistência à população nessas áreas, todas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Já funcionavam no CER os serviços de reabilitação física e intelectual, fisioterapia, psicologia, educação física, terapia ocupacional, assistência social, psicopedagogia, hidroginástica, fonoaudiologia e dança. Incluindo todas as especialidades, são realizados por mês aproximadamente três mil atendimentos.

Esteve presente para a inauguração dos novos serviços, o secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco, diretores de unidades de saúde, profissionais da área de reabilitação física e intelectual e o corpo médico do Centro.

Secretário de Saúde, Marcos Pacheco, ao lado das diretoras Renata Caldas e Eugênia Araújo, durante a inauguração dos novos setores.
Na ocasião, a diretora geral do CER, Renata Caldas, ressaltou a importância da ampliação, que alcança desde as crianças, ao atendimento geriátrico. “Aumentar o número de atendimentos diminui a distância entre aqueles que precisam desses serviços, pois tornamos o acesso deles possível”, afirma a diretora.

Para ser atendido pelo CER, o paciente é encaminhado por um especialista da rede pública de saúde para atendimento dentro dos serviços oferecidos. Não há filas de espera, nem marcação de consultas por telefone. Após encaminhamento o paciente agenda na recepção a avaliação, que será realizada pelos profissionais do Centro e, então, é iniciado o acompanhamento pela equipe multidisciplinar, que inclui 15 fisioterapeutas, 12 terapeutas ocupacionais, três psicopedagogos, dois fonoaudiólogos, duas assistentes sociais, dois educadores físicos, um psicólogo, um acupunturista e um neuropediatra.

O secretário Marcos Pacheco, evidenciou os esforços do governo Flávio Dino com a promoção da saúde, que não se faz apenas com hospital. Para ele, esse é um dos mais bem estruturados Centros Especializados em Reabilitação do Norte-Nordeste do Brasil. “Para promoção total da saúde é preciso contar com uma equipe multidisciplinar, com diferentes especialidades. Um paciente com sequelas de algum agravo já tratado em um hospital precisa de um centro como esse para melhorar sua qualidade de vida. Quando falamos em reabilitação, falamos de autonomia e se fôssemos resumir o que estamos vendo aqui, seria o produto de um trabalho coletivo, que oferece autonomia e dignidade para os nossos pacientes”, afirma Pacheco.

Pacientes fazendo exercícios de reabilitação.
A arquitetura funcional do CER facilita a atuação dos profissionais e a circulação de pacientes com necessidades especiais. Todas as salas atendem tecnicamente as áreas de Fisioterapia e Terapia Ocupacional que se relacionam diretamente com o processo de reabilitação. A área de reabilitação física possui bicicletas e esteiras ergométricas, que serão utilizadas em vários programas, a destacar os que envolvem pacientes com doenças cardíacas e respiratórias. Os pacientes dessa especialidade também utilizam a piscina em atividades dirigidas.

A neuropediatra, Socorro Veras, responsável por um dos atendimentos recém-inaugurado, explica que o serviço neuropediatrico é voltado para uma parcela da população infantil que não tem desenvolvimento da capacidade motora ou intelectual, ou portadores de doenças congênitas que atrasam as funções psicomotoras. “Aqui temos suporte para fazer a reabilitação através da neuropediatria em parceria com as demais especialidades. Encaminhamos a criança para avaliação com o fisioterapeuta, psicopedagogo ou terapeuta ocupacional, onde eles elaboram quais as atividades serão dispostas para o tratamento na sala de recursos”, assinala a médica.

Maria Pereira, 42, é dona de casa e tem uma filha que necessita de atendimento neuropediatrico. Ela procurou o CER para iniciar o tratamento e conta estar empolgada com a estrutura que encontrou. “Chegar aqui e encontrar muitos aparelhos em um espaço grande, cheio de profissionais, me deixou muito feliz, porque quero ver a minha filha bem e tenho certeza que aqui ela terá toda a ajuda para isso acontecer”, afirmou.

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