terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quem quer ser candidato em 2016 em Paço do Lumiar?

A escolha de candidatos não é feita "por vaidade pessoal", mas como fruto do diálogo.

A linguagem política em Paço do Lumiar é cercada de códigos e sinais. Assim, quando alguém diz que é candidato talvez não seja. Igualmente, quem diz que não sabe, está viabilizando a candidatura nos bastidores.

- Falar que é candidato antecipadamente gera todo tipo de pressão, de desgaste e de custos financeiros adicionais. As mordidas começam cedo.

Por outro lado, quem não tem nenhuma chance política, eleitoral e partidária de ser candidato, lança "antecipadamente" seu nome, num esforço de "quantificar" seu apoio. A estratégia é velha, manjada, mas ainda hoje utilizada na maratona política de nossa cidade. 

- É muito fácil ver e apontar quem tem condições de disputar uma campanha eleitoral. Além da base local, tem que realizar trabalho de contatos expressivos em diferentes localidades do município.

O ex-prefeito Gilberto Arôso - por exemplo - perdeu a oportunidade de ter um grupo forte em Paço do Lumiar, no momento que lançou sua tia Carmem Arôso a candidata a prefeita em 2008, deixando velhos aliados em segundo plano. Resultado, o grupo inteiro o abandonou e o deixou em uma situação complicada. Hoje, 7 anos depois, as chances são pequenas em uma disputa na sucessão municipal de 2016, extremamente desgastante, com disputas jurídicas e limitações partidárias. Não é viável no cenário de hoje.

- Evidente que pode ter interesse em ser candidato, mas não é a bola da vez.

A grande tarefa dos políticos - ao contrário de anunciar "bolhas de ensaio" - é exercitar uma das mais ricas e poderosas armas: o diálogo. Ninguém é candidato de si mesmo. Quem pensa que vai ganhar a eleição sozinho está redondamente enganado. 

Fica cada vez mais claro que "ninguém vai alugar nenhum sem grupo". Os atuais protagonistas que comanda a cidade de Paço do Lumiar tem uma difícil missão pela frente, agregar grupos entorno da releição ou não do atual prefeito Josemar Sobreiro. A tarefa de articulação cabe - naturalmente - ao atual chefe do executivo para propor reuniões políticas de "escuta" e entendimento. Faz parte do manual do cargo.

Não pense o grupo do prefeito, que as eleições de 2016 já está definida e que não existem nomes no cenário político. A estratégia de silêncio da oposição pode ser apenas um artifício para emplacar um nome forte na disputa. 

Em resumo, a escolha dos nomes para disputa das eleições de 2016 em Paço do Lumiar, não será feita "por vaidade pessoal", mas como fruto do diálogo político, da leitura da vontade do eleitor e como exercício da estratégia de crescimento para uma cidade melhor e um nome mais representativo.

O diálogo e a abertura para o entendimento são dispensáveis apenas nas ditaduras.

Um comentário:

  1. Caro blogueiro, gostaria se possível fizesse uma análise a respeito do nome de Leonardo Bruno a prefeito de Paço do Lumiar. Tive conhecimento que o mesmo vem se articulando para emplacar seu nome, mesmo contra a vontade do prefeito Josemar Sobreiro e sua família, e como fica o vice prefeito nesse caso

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