terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Estudo detecta bactéria em frangos vendidos em mercados do Maiobão e Região.

Pesquisa encontrou contaminação por coliformes fecais e por Salmonella. Pessoas infectadas podem apresentar diarreia, dores e febre.

Informações G1 - Maranhão

Uma pesquisa realizada por pesquisadoras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) do Campus Maracanã mostra que todas as amostras de frangos abatidos artesanalmente em oito mercados públicos da região metropolitana de São Luís estavam contaminadas por coliformes fecais e 65% apresentaram alto índice da bactéria Salmonella.

A estudante da Licenciatura em Ciências Agrárias, Gracielle Lopes Almeida Sousa, coletou 80 frangos abatidos em 80 diferentes estabelecimentos dos mercados da Cohab, Liberdade, João Paulo, Mercado Central, Bairro de Fátima, São Francisco e Vinhais (São Luís), além dos mercados da Vila Sarney Filho (São José de Ribamar) e Maiobão (Paço do Lumiar). Ela escolhia os frangos que haviam sido abatidos há, no máximo, duas horas.

O material era identificado e acondicionado em caixas térmicas, recebendo a refrigeração adequada. Depois, a pesquisadora levava os frangos até o Laboratório de Microbiologia do IFMA para serem imediatamente analisados.

Os testes apontaram a presença de coliformes fecais em todas as amostras de frango. Esse resultado, de acordo com as pesquisadoras, tem a ver com as deficiências nas práticas de higiene durante o abate e processamento da carne. “A presença dos coliformes totais em alimentos crus em elevadas contagens pode indicar práticas de higiene e sanitização aquém dos padrões requeridos para o processamento de alimentos”, destacou a professora Daniela Aguiar Penha Brito, que é médica veterinária e doutoranda em Ciência Animal e que acompanhou o estudo.

Na pesquisa de Salmonella, a bactéria foi encontrada em 65% dos frangos analisados. Isso significa que pelo menos 52 frangos, dos 80 comprados nos mercados públicos da região metropolitana de São Luís, estavam impróprios para o consumo. “Durante todo o processo do abate pode haver contaminação por Salmonella, principalmente no momento de retirar as vísceras”, frisou Gracielle.

As pessoas que são infectadas com Salmonella e por coliformes fecais podem apresentar sintomas como diarreia, dor de barriga e febre. Os sintomas podem aparecer em até 12 horas depois de ser ingerido o alimento contaminado. A maioria das pessoas se recupera logo, mas quem está com a imunidade baixa pode chegar a ser hospitalizado. A forma mais severa da doença, quando a infecção se difunde no sangue, pode até provocar a morte.

Se o alimento for bem cozido, essas bactérias são totalmente eliminadas do frango. “Fica na responsabilidade do consumidor adotar as boas práticas de manipulação, conservação e preparo do alimento”, alerta a pesquisadora.

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