segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

“Serial killer” mata 50 cães em Paço do Lumiar.

No residencial La Belle Park 2 e bairros adjacentes, os donos é que fazem guarda para proteger seus animais.

No residencial La Belle Park 2 e comunidades adjacentes, moradores e cachorros estão com papéis invertidos. Não são mais os cães que fazem guarda para garantir a segurança dos donos. São os proprietários que têm de ficar atentos para que os cães não morram. “Meu marido acorda duas vezes por noite para ver se está tudo bem com os cachorros”, conta a uma moradora do residencial La Belle Park 2, que não quis se identificar. Dona de três cães, a moradora contou que teve um dos seus cães morto por envenenamento há uma semana. “Encontrei o cachorro vomitando e nem deu tempo de levar ao veterinário”, recorda.

Desde começo de novembro, aproximadamente 50 animais morreram na região com os mesmos sintomas: vômito, dificuldade de respirar, salivação excessiva, diarreia e presença de sangue na urina e nas fezes, o que indica envenenamento. As imagens do circuito de monitoramento de uma das residências do conjunto Labelle Park 2 mostra claramente um indivíduo jogando no terraço de uma das residências, algo para um dos cachorros comer.

Veja o vídeo.


O caso mais recente foi os 5 cachorros envenenados do estudante Leoname Silva Muniz, morador do residencial Jardim Santa Clara. De acordo com o jovem, alguém jogou no terraço de sua casa, bolas de carne, recheados com uma substância preta – provavelmente o popular chumbinho, veneno para matar ratos cuja venda é proibida. Os animais não resistiram por se tratarem ainda de filhotes, com apenas 2 meses de vida. O estudante ainda faz, um alerta, pra que caso como esses não acabe em tragédia. “Não quero nem pensar quem tem crianças em casa, encontrasse uma dessas bolas de carne e pusesse na boca”, diz.

O blog do Rilton Silva esteve conversando com alguns moradores dessas comunidades, e tudo indica que o número de cães mortos podem aumentar. Em conversa recente com um morador do residencial Presidente Vargas, que preferiu não se identificar contou que seu cachorro morreu a uma semana envenenado. “A gente se apega ao bicho e aí vem alguém e faz isso. É muito triste”, lamenta o morador, cuja cão não resistiu ao envenenamento falecendo na última semana.

Os moradores suspeitam que a ação contra os animais seja uma tática usada por arrombadores casas que atuam na região.

Denúncia

Apesar dos 50 cachorros mortos, apenas algumas pessoas fizeram a denúncia à polícia. As vítimas têm um suspeito, mas temem retaliações. Vale lembrar quanto mais denúncia a polícia tem o direito e a obrigação de investigar. Para fazer a denúncia é recomendável levar à delegacia um laudo de um veterinário constatando a intoxicação. Lembrando que a pena para maus-tratos a animais pode chegar a um ano e quatro meses de prisão se o animal morrer.

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