terça-feira, 15 de julho de 2014

Vigilante suspeito de matar jovem a tiros em arraial da UFMA é preso no Maiobão.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios prenderam o vigilante em sua casa, na Rua 69, quadra 8, nº 4, Maiobão.

Por Marcial Lima - Blog

O vigilante Wandson Rafael Nogueira, de 31 anos, suspeito de ter matado a tiros Igor Alberth Vale dos Santos, de 19 anos, no arraial da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no dia 14 de junho, foi preso ontem pela equipe de investigadores da Delegacia de Homicídios, no Conjunto Maiobão, em Paço do Lumiar. Ele foi conduzido ao Centro de Triagem de Pedrinhas, onde ficará por um período de 30 dias à disposição da Justiça. Há possibilidade de ocorrer ainda esta semana a simulação da morte da vítima.

O delegado Jeffrey Furtado, da Homicídios, informou que desde a data do crime a polícia vem realizndo investigações, sob a coordenação do delegado Guilherme Sousa Filho. Durante esse tempo, várias pessoas foram ouvidas. As imagens de vídeo do sistema de segurança da universidade foram analisadas por peritos do Instituto de Criminalística (Icrim).

O delegado explicou que não há imagens no momento em que ocorreu o disparo feito pelo vigilante. A filmagem é bem nítida até o momento em que Wandson Rafael chega próximo da vítima e, logo em seguida, aparece somente quando ele deixava o local do crime. “São exatamente seis segundos que foram apagados ou cortados das imagens, ou seja, o momento exato dos disparos. Mas os peritos estão analisando esse material e vão elaborar um relatório para entregar à polícia”, explicou o delegado.

Ele falou que, mediante os fatos investigados, foi então pedida à Justiça a prisão temporária do suspeito, acatada pelo juiz da Central de Inquérito, Cândido José Martins de Oliveira. De posse do mandado de prisão, os investigadores da Delegacia de Homicídios prenderam o vigilante em sua casa, na Rua 69, quadra 8, nº 4, Maiobão.

Ele foi levado para a sede da Delegacia de Homicídios, onde foi ouvido mais uma vez pelo delegado Guilherme Sousa Filho e, em seguida, encaminhado para o Centro de Triagem de Pedrinhas. A polícia tem 30 dias para concluir e encaminhar o inquérito para a Justiça.

No decorrer do seu depoimento, o vigilante voltou a afirmar o que tinha dito tido no seu depoimento, no dia 18 de junho, de que atirou em legítima defesa, já que havia um grupo de pessoas, que pretendiam praticar assaltos na área do arraial, atirando.

Entenda o caso - Igor Albert Vale dos Santos era morador da Vila Bacanga e foi baleado pelo vigilante Wandson Nogueira. Ele ainda foi socorrido, mas morreu minutos depois ao chegar ao Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I. O suspeito de autoria dos disparos, o vigilante Wandson Rafael Nogueira, da UFMA, teria disparado cinco vezes contra a vítima. Apenas um deles acertou o alvo.

De acordo com as informações da assessoria de comunicação da universidade, aproximadamente 10 homens estavam assaltando os participantes de um arraial instalado no campus do Bacanga. A família da vítima, entretanto, negou essa informação. Disse em depoimento na Delegacia de Homicídios que a vítima não tinha passagem pela polícia e estava no local com amigos.

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