quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais de 80% dos produtos comprados pelo governo do Maranhão vem de fora.

Em evento do Diálogos pelo Maranhão em São Luís, Flávio Dino ouve reclamação de empresários sobre falta de apoio do governo estadual.

O movimento Diálogos pelo Maranhão debateu na noite desta terça-feira (27) com o empresariado maranhense. Estiveram presentes o deputado federal Simplício Araújo (SDD) e o estadual Marcelo Tavares (PSB), além dos coordenadores do movimento, o pré-candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino, e o pré-candidato ao Senado, Roberto Rocha.

O debate de políticas públicas e propostas para a ampliação da infraestrutura no estado foi o ponto central do encontro com os empresários. De acordo com a categoria, as deficiências em infraestrutura inibem o empreendedorismo no estado, que tem possibilidades de investimentos em diversos setores da economia, como sinergia, mineração – a partir do corredor Carajás -, usinagem, mecânica, refinaria, gás, confecção, turismo, logística, atividade aeroespacial, entre outras.

Também falta apoio do governo estadual, que “penaliza as empresas maranhenses”, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Maranhão, Haroldo Cavalcanti. Ele informou que um levantamento da Associação Comercial do Maranhão mostra que 83% do que o governo do estado compra vem de fora.

“As possibilidades são muitas, mas temos poucas consolidações de empreendimentos e de setores de desenvolvimento”, avaliou Gustavo Marques, um dos empresários presentes no evento, ao defender a ampliação da infraestrutura no estado.

Sérgio Sombra, diretor da Associação Comercial do Maranhão (ACM), relatou que as deficiências em infraestrutura colocam o estado atrás do Piauí no ranking de atração de investimentos, mesmo estando no Maranhão um dos melhores portos do país. “O levantamento da revista The Economist coloca o nosso vizinho Piauí em 11º lugar no ranking, já o Maranhão está em 25º. Estamos perdendo investimentos por falta de infraestrutura”.

O empresariado também relatou que problemas na malha rodoviária e nas telecomunicações; mão de obra pouco qualificada e, principalmente, um regime tributário complexo, oneroso e volúvel travam o desenvolvimento do estado. Sobre isso, o deputado federal Simplício Araújo (SDD) relatou que tem trabalhado na Câmara Federal na defesa da aprovação do projeto 323/2000 que defende um limite na substituição tributária. “A política não pode representar um entrave para o crescimento do empresariado”, concluiu o deputado.

Ao ouvir as demandas do empresariado, o pré-candidato Flávio Dino defendeu a implantação de um ambiente de negócios saudável com o desenvolvimento das atividades econômicas, mas também sociais. “É preciso conjugar uma visão de grandes empreendimentos para a exportação com o apoio de políticas públicas de massa”, defendeu Flávio Dino.

O pré-candidato argumentou que investimentos na economia primária impulsionarão a formação de outras cadeias produtivas. “Queremos unir o Maranhão num grande projeto de desenvolvimento”, complementou.

O pré-candidato ao senado, Roberto Rocha (PSB), também defendeu o desenvolvimento da economia com a promoção de políticas sociais. “Espero que possamos construir um ambiente democrático que valorize o empresário do Maranhão e que traga benefícios à toda população”, disse.

Levando em conta que 97% das empresas instaladas no estado são microempresas, Márcio Irineu, diretor da Associação Comercial do Maranhão (ACM) propôs formas de incentivar as empresas maranhenses. “Precisamos de atrações, de incentivos para os nossos empresários”, disse.

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