quinta-feira, 13 de março de 2014

MPMA obtém condenação de integrante de bando de extermínio por assassinato em Paço do Lumiar.

Fachada das Promotorias de Justiça de Paço do Lumiar.
O Tribunal do Júri de Paço do Lumiar condenou, em 10 de março, Valberlino de Oliveira Borges (conhecido como Preguinho) a 23 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, pelo assassinato de José Raimundo Batista dos Santos (vulgo Filinho), ocorrido em 12 de julho de 2009, na Vila São José II, São Luís. A condenação é resultado de Denúncia oferecida em janeiro de 2010, pela titular da 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar (a 25 km de São Luís), Gabriela Brandão da Costa Tavernard.

Na sessão do júri que resultou na condenação, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) foi representado pelos promotores Gabriela Tavernard e Benedito de Jesus Nascimento Neto, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Vargem Grande.

Preguinho foi denunciado conjuntamente com Marco Aurélio Sousa, Melquezedeque da Silva Brito (Melk) e Pedro Santos Ferreira Júnior (Júnior Preto), integrantes de um grupo classificado pelos moradores daquele bairro como "bando de extermínio".

Segundo as investigações, José Raimundo estava em um bar e foi atraído para o local chamado de "Canto da Morte". O motivo foi o não pagamento de uma dívida de drogas da vítima com o condenado. Após o assassinato, o condenado e os outros denunciados foram vistos em outro bar, comemorando e demonstrando como cometeram o homicídio.

Na sentença, a juíza Jaqueline Reis Caracas ressalta que Valberlino "tem comportamento desajustado, sendo apontado pela comunidade como pessoa contumaz na prática de delitos, incluindo tráfico de entorpecentes". Ainda segundo a juíza, informações dão conta que o condenado "integrava um grupo de pessoas que se prestavam à prática criminosa, que espalhou terror na Vila São José II, gerando grande temor na população".

Além da condenação atual, Preguinho tem outras duas condenações: por tráfico de entorpecentes e por homicídio qualificado.

Redação: Adriano Rodrigues (CCOM-MPMA)

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