quarta-feira, 26 de março de 2014

Condições de moradia compõem debates do Diálogos pelo Maranhão na Baixada.

Cidades da Baixada maranhense reivindicam melhores condições de moradia durante edição do movimento Diálogos pelo Maranhão.

O acesso a melhores condições de moradia foi o tema abordado pelos participantes do movimento Diálogos pelo Maranhão, coordenado pelo pré-candidato Flávio Dino (PCdoB), que aconteceram nas cidades de Monção, Igarapé do Meio e Itapecuru-Mirim na última sexta (21).

O tema em destaque surgiu a partir de perguntas, depoimentos e relatos dos moradores da região que participaram dos eventos em cada município. Testemunhos sobre as condições de moradia foram ouvidos pelas lideranças políticas.

“Em nossa cidade ainda existem muitas casas de taipa, casas onde não existe banheiro, muito menos água encanada. Isso ainda é parte da nossa realidade”, disse Jesiel Araújo (PCdoB), liderança política em Monção.

Outros relatos sobre as sub moradias que ainda existem em áreas rurais de cidades do interior do estado foram destaque. Luana Costa, liderança da região do Vale do Pindaré presente nos debates em Igarapé do Meio, falou da dificuldade de implantação de programas do Governo Federal diante dessa realidade.

“Quando trabalhava no Governo Federal, o programa água para todos tinha dificuldades para ser implementado no estado porque 40% das casas do Maranhão ainda eram de taipa, e não comportava a construção de cisternas”, disse.

Habitação e Saneamento

O vereador Carlos Júnior (PTC), liderança de Itapecuru-Mirim, falou sobre o problema da falta d’água e saneamento no Maranhão, relatando que andar com latas d’água na cabeça ainda é comum em áreas rurais. “E o que acontece aqui em Itapecuru não diverge de outras cidades do estado”.

Com metade da população sem acesso a saneamento básico e água encanada, o estado encontra dificuldades para o desenvolvimento das atividades econômicas. Raimundo dos Santos Rodrigues, membro do MST e de assentamento da região, relatou que para além das dificuldades nas condições de moradia, ainda existem os entraves para a locomoção em povoados de Monção, áreas de alagamento.

“Nós, dos assentamentos, e quem vive nos povoados próximos, convivemos com as mesmas dificuldades. Quando inunda, só temos como chegar aqui com canoa”, e completou, “mas temos esperança em dias melhores, isso vai mudar”.

Gestão para mudar

Ouvindo os relatos dos moradores e das lideranças políticas, sociais e sindicais da região, Flávio Dino, coordenador do movimento ressaltou a importância de uma administração que priorize a transformação real na vida das pessoas.

“O Maranhão é um estado rico, mas essa riqueza não está chegando na casa das pessoas. Um em cada quatro maranhenses ainda moram em casas de taipa. Metade da população não tem banheiro em casa. É essa realidade que queremos mudar, construir um Maranhão de dignidade e justiça na casa de cada um dos maranhenses”.

Outras lideranças políticas, sindicais, representantes de movimentos sociais, deputados federais e estaduais acompanharam os debates em Monção e apresentaram propostas, ideias e sugestões para a construção de um Maranhão que atenda às necessidades do povo.

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