terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Senai investirá R$ 24,8 milhões no Maranhão em 2014.

O volume de recursos para investimentos no Senai em 2014 será é 2,5 vezes maior do que o aplicado no ano passado. estão previstos obras, aquisição de equipamento e treinamento de pessoal.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) irá investir R$ 24,8 milhões em 2014. Este volume de recursos é 2,5 vezes maior do que o aplicado no ano passado e representa 68,7% do montante de investimentos previstos para este ano pelo Sistema Fiema – que é formado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), Instituto Euvaldo Lodi, pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), além do próprio Senai. Em 2014, O Sistema Fiema investirá R$ 36,1 milhões em todas as suas áreas de atuação.

Este volume é reflexo da política adotada pelo Senai em todo Brasil para desenvolver capacidade técnica entre os trabalhadores da indústria e diminuir a defasagem na falta de mão de obra técnica qualificada. Os recursos fazem parte do financiamento acertado em 2012 com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aplicação em todo o país.

Dentro do Sistema Fiema, cabe ao Senai a preparação e treinamento do trabalhador da indústria, promoção da educação tecnológica, estímulo a inovação e a tecnologia nas empresas maranhenses e o fornecimento de serviços técnicos e tecnológicos.


A previsão é que os recursos sejam aplicados na construção de novas unidades na capital e no interior, reforma, ampliação e melhoria das unidades já existentes, na aquisição de mais uma unidade móvel, totalizando oito unidades, além da renovação de equipamentos e treinamento de pessoal. Em 2013, o Senai aplicou R$ 9,8 milhões.

Estes investimentos serão necessários para criar as condições para que o Senai possa formar e treinar maranhenses e para isso a meta é oferecer 70 mil matrículas em 2014, o que representa um crescimento de 20,4% em relação ás 58,1 mil matrículas realizadas em 2012.

JUSTIFICATIVA

Para o presidente da Fiema e presidente do Conselho Regional do Senai, Edilson Baldez das Neves, a ampliação do volume de investimentos no Senai se justifica pelo fato da entidade empresarial atuar em uma dos aspectos analisados na hora de decidir por um território o empresário onde implantará seus empreendimentos: a oferta de mão de obra qualificada disponível.

“Quando um empresário vai escolher o local para instalar seu empreendimento ele leva em consideração a existência de energia, de crédito e de mão de obra qualificada. O Senai atua em um destes fatores que é exatamente a formação de mão de obra. Por isso o Senai é um elo importante dentro da estratégia do Sistema Fiema para viabilizar a atração de novos projetos industriais e dar suporte ao desenvolvimento econômico do estado”, explicou Baldez.

“A qualificação técnica de trabalhadores maranhenses também permitirá que as pessoas que aqui vivem participem efetivamente do desenvolvimento econômico que o estado tem passado nos últimos anos. Por isso consideramos que o Senai não atua somente para a indústria, mas também em benefício do estado todo”, completou o presidente da Fiema.

INVESTIMENTO

Os recursos já começaram a ser aplicados. Em janeiro, o presidente da Fiema, o diretor regional do Senai, Marco Antonio Moura, e o secretário de estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maurício Macedo, assinaram os documentos para compra de um terreno de quatro hectares no Distrito Industrial de Rosário para a construção do Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT) da cidade.

“O plano é começar a obra ainda este ano. Agora estamos trabalhando na contratação da empresa que vai construir o novo Centro de Educação Profissional e Tecnológica de Açailândia. Este ano ainda vamos fazer intervenções pra melhorar os CEPTs que temos na capital, nos CEPTs de Bacabal e Caxias e na construção do Instituto Senai de Tecnologia, que será focado na indústria da construção civil”, explicou Moura.

Além destas unidades fixas, ainda está sendo esperada a oitava unidade móvel do Senai - a de panificação – que se juntará as de automação, construção civil, soldagem, refrigeração, vestuário, informática e alimentos.
Porém, nem só com obras e aquisição de unidades móveis o plano de investimentos do Senai em 2014 se sustentará. Também haverá aplicação e recursos em qualificação do quadro docente da entidade. Nos últimos três meses já foram assinados termos de cooperação técnica com universidades públicas.

CONVÊNIO

No último dia 24, o Senai assinou um documento do tipo com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e no último bimestre de 2013 já havia firmado outros termos de cooperação técnica com o Instituto Federal do maranhão (IFMA) e com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

“Parcerias com esta são muito relevantes porque permitem a circulação do conhecimento acumulado tanto na UFMA quanto no Senai”, disse o reitor, Natalino Salgado.

O reitor da Uema, José Augusto da Silva Oliveira, ao assinar um termo de cooperação técnica no ano passado, afirmou que firmar parcerias como a que foi formalizada com o Sistema Fiema, aproxima a universidade do empresariado. “A parceria que estamos firmando aqui é iniciativa é histórica”, observou Oliveira quando assinou o termo de cooperação com o Senai.

Neste processo de firmar convênios com instituições públicas e privadas para aumentar a oferta de cursos de qualificação para trabalhadores da indústria e para de mão de obra para o setor, na capital e no interior ainda estão previstos mais de 180 convênios para serem assinados em 2014. “A maior parte já está autorizado pelo Conselho Regional do Senai”, disse Moura.

Para Baldez, as parcerias são fundamentais para a criação das condições para a expansão do parque industrial maranhense. “Acreditamos no poder transformador que as parcerias entre o poder público e o setor produtivo tem para desenvolvimento da estrutura que o Maranhão precisa para se desenvolver com mais eficácia. De uma maneira geral, os acordos que estamos firmando concretizam a crença que temos de que, juntos, podemos fazer muito mais. A complementariedade das instituições públicas e privadas pelo desenvolvimento do estado terá bons resultados neste sentido”, finalizou o presidente da Fiema.

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