terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Procurador-geral de República articula intervenção branca no Maranhão.

Procuradoria e Ministério da Justiça desconfiam de secretário da Segurança Pública.
 
Por Kennedy/blog direto de Brasília
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sabe que não será possível fazer uma intervenção oficial no Maranhão. No entanto, ele deseja realizar uma intervenção “branca”.

Leia-se: colocar a Procuradoria Geral da República para monitorar diretamente todos os passos da crise de segurança pública no Estado. Haverá uma força-tarefa dedicada a reforçar as investigações sobre os assassinatos no presído de Pedrinhas.

Também há um acordo informal com o Ministério da Justiça para que a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal façam uma parceria afim se contrapor às forças policiais no Estado. Na prática, checar o trabalho das autoridades policiais maranhenses.

Janot e o ministro José Eduardo Cardozo têm desconfiança em relação à atuação do secretário da Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Guimarães Mendes Filho.

A ligação de Mendes Filho com o clã Sarney alimenta as suspeitas de Janot e de Cardozo de que haja interesse do Maranhão em esconder ou limitar as investigações sobre as causas das mortes e das ameaças feitas pelo crime organizado no Estado. Ou seja, dourar a pílula do que acontece lá para tentar minimizar prejuízo à família Sarney num ano eleitoral.

Janot e Cardozo acharam, por exemplo, que Mendes Filho demorou demais a aceitar a transferência de presos de Pedrinhas para presídios federais de segurança máxima.

Como o senador José Sarney e a governadora Roseana Sarney, ambos do PMDB, são aliados do governo Dilma, Cardozo tem mais dificuldade de criticar a forma como o Maranhão lida com a crise. Janot, porém, possui mais liberdade para vitaminar a ação do Ministério Público no Estado.

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