segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Obra de presídio que começou há 5 anos continua parada no Maranhão.

Governo diz que empresa responsável por construção em Imperatriz faliu e que nova empreiteira deve ser contratada sem licitação para concluir obra.

No Maranhão, um presídio que começou a ser construído há cinco anos poderia atenuar a crise no sistema carcerário, mas as obras estão paradas. O governo do estado tenta concluir a construção de emergência de uma penitenciária feita com módulos de concreto.
 
O presídio que deveria ser concluído em Imperatriz possui estrutura para 210 vagas. Começou a ser construído há cinco anos, mas está abandonado desde 2011. O governo do estado não informou quanto foi investido. Disse que a empresa responsável faliu e deixou o serviço pela metade.

Uma nova empreiteira deve ser contratada nesse mês sem licitação, por conta da situação de emergência. O presídio de imperatriz, se estivesse pronto, ajudaria a diminuir a superlotação em Pedrinhas, onde está o foco da crise no sistema penitenciário do Maranhão.

O estado trabalha contra o relógio para cumprir uma determinação da Justiça que exige a construção de novos presídios em dois meses, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. O governo do Maranhão informou que vai recorrer da decisão da justiça porque não há tempo para cumprir o prazo determinado.

Um presídio de segurança máxima já começou a ser construído em São Luís. O governo diz que até abril deve estar tudo pronto. As celas serão em módulos de concreto, pré-montadas. O investimento de R$ 14,7 milhões deve abrir mais 228 vagas no sistema prisional.

No fim de semana, o secretário de gestão e previdência do Maranhão anunciou de que vai nomear 80 agentes penitenciários aprovados no último concurso público, ano passado. A nomeação também havia sido determinada pela Justiça.

No domingo (19), mais uma vítima dos ataques a ônibus em São Luís deixou o hospital. Segundo a polícia, os atentados foram comandados de dentro da Penitenciária de Pedrinhas.

Abiancy estava no mesmo ônibus que a menina Ana Clara, que morreu na semana passada. Duas pessoas ainda estão internadas. “Não sei se vou ter coragem de andar de ônibus. Eu tinha mania de andar na frente, não sei como é. Aquela cena foi horrível”, lembra.


Fonte: Bom Dia Brasil/TV Globo

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