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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Moradores da Pindoba em Paço do Lumiar denunciam ter sido intimidados por homens do GTA

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos advogados do Brasil (OAB-MA) 

Moradores da comunidade da Pindoba, em Paço do Lumiar, estiveram reunidos na tarde de ontem com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos advogados do Brasil (OAB-MA) e do Núcleo de Moradia e Defesa Fundiária da Defensoria Pública do Estado (DPE), para discutir sobre o que eles consideram como tentativa de intimidação à localidade, realizada por homens do Grupo Tático Aéreo (GTA), no último dia 18. De acordo com a comunidade, a ação dos policiais foi semelhante a que era adotada por jagunços contratados por donos de empresas com os quais disputam um conflito na Justiça, pela posse das terras.
De acordo com a presidente da Associação dos Moradores da Pindoba, Maria da Conceição Almeida, no último dia 18, helicópteros do GTA sobrevoaram, em baixa altitude, áreas agrícolas e residenciais da comunidade, com homens armados, espalhando terror na população. Amedrontados, os moradores tentaram obter alguma explicação junto aos policiais de o porquê da ação, mas não tiveram respostas. Segundo Maria da Conceição, dois dias antes da ação do GTA, ela recebeu um telefonema de uma pessoa não identificada que afirmava não ter esquecido a comunidade e que em breve algo seria feito.
Dias depois, outro morador da área lhe informou ter recebido a ligação do proprietário da empresa Enciza Engenharia, identificado apenas como Lauro, afirmando que o ocorrido teria sido pouco perto do que ainda viria a acontecer. “A população ficou em pânico. Devido à baixa altitude do helicóptero, plantações e até o telhado da Associação foram danificados. Poderia ter acontecido coisa mais grave, mas o que eles queriam mesmo era nos intimidar e amedrontar”, declarou a presidente.
Registro feito por moradores da presença da aeronave do GTA
Para o defensor público Alberto Tavares, titular do Núcleo de Moradia e Defesa Fundiária da Defensoria Pública do Estado, o secretário de Segurança do Estado, Aluísio Mendes, precisa explicar qual o motivo da realização de tal operação. “Nós já enviamos um ofício para a Secretaria de Segurança Pública cobrando esclarecimentos, mas até o momento não obtivemos resposta”, declarou o defensor.
O advogado Rafael Silva, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, informou que dias antes do ocorrido foi procurado, na própria sede da instituição, pelo proprietário da Enciza Engenharia. Na ocasião, ele teria proposto um acordo para findar o conflito na área. O empresário teria se comprometido a abrir mão das terras onde vive a comunidade em troca de ter o direito de possuir o restante da área, que não é de interesse das famílias. Na época, segundo Rafael, o proprietário foi informado de que precisaria anexar tal proposta nas laudas do processo, o que ele não fez. “Ele me garantiu, categoricamente, que não queria mais nada das terras ocupadas pelas famílias e que não iria mais importunar a comunidade. No dia em que o GTA sobrevoou a área, tornei a falar com ele, que me garantiu não ter nada a ver com o incidente. Agora vamos mandar um ofício para o comando geral, pedindo explicações sobre o fato”, explicou.
Já o delegado Agrário, Newton Correia, que também participou da reunião, ao ser questionado sobre qual medida poderia tomar a respeito do caso, informou que por enquanto nada poderia fazer. “O Estado precisa ser questionado primeiro. Não é só aqui que o GTA sobrevoa. Essa pode ter sido uma ação de rotina deles”, disse o delegado.
POR GABRIELA SARAIVA / JORNAL PEQUENO

Um comentário:

  1. ISTO É UMA VERGONHA! ESSES CARAS DO GTA DEVIAM CUIDAR DA SEGURANÇA DO POVO MARANHENSE E NÃO, FICAR CAUSANDO TERROR ÀS PESSOAS POBRES E INDEFESAS DE PAÇO DO LUMIAR. MAS ISSO SÓ ACONTECE PORQUE PAÇO DO LUMIAR, COM BIA ARÔSO, VIROU TERRA DE NINGUÉM.

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